‘No Radar’: garantir ou ampliar o direito ao lazer para melhorar a qualidade de vida da população?

Série exibida no JAP1 aborda temas sobre o desenvolvimento das cidades. Série ‘No Radar’: acesso ao lazer ressalta a necessidade de estrutura dos espaços públicos
O crescimento desordenado dos bairros ajudou para que muitas cidades do estado não tivessem um planejamento voltado ao lazer e bem-estar da população. Mas esse é um direito garantido pela Constituição Federal. A dúvida é: como garantir ou ampliar esse direito para a melhoria da qualidade de vida da população?
Nesta segunda-feira (28), o JAP1 começou a exibir uma série de reportagens sobre temas que envolvem o desenvolvimento das cidades; assuntos que precisar estar “no radar” de qualquer município, e são desafios para todos os prefeitos. O tema da vez é o direito ao lazer.
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As praças, parques e teatros são espaços públicos de convívio onde a população pode usufruir e garantir um momento de lazer. Mais do que apenas locais de convívio público, eles são garantias de qualidade de vida à população.
O lazer é um direito de todos e os municípios necessitam dispor desses espaços.
Para que este direito constitucional seja atendido, é necessário que ele seja possível, que os municípios pensem em espaços que garantam o bem-estar da população.
A prática do lazer, no sentido mais amplo da palavra, em muitos bairros afastados dos centros das cidades, ao longo dos anos, se tornou um privilégio de poucos.
O artigo 6º da constituição federal descreve que são direitos sociais: a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, e a assistência aos desamparados.
Existe uma atenção para os espaços criados, mas que não oferecem atividades para a população. O lazer, nesses casos, se torna monótono e um tanto desagradável.
Nos habitacionais, construídos com planejamento, a população ainda sente essa necessidade, especialmente em bairros afastados do grande centro.
As vezes o lazer está em aproveitar o que restou dos brinquedos do parque, ou em procurar os centros das cidades, onde estão concentrados os maiores investimentos em lazer.
Eduardo Amaral, professor de educação física, é morador do bairro Jardim Equatorial, Zona Sul de Macapá. Ele, os dois filhos, e a esposa precisam se deslocar até Centro da cidade para conseguirem praticar um esporte, fazer um lanche e aproveitar o que for possível.
E quais seriam as alternativas para ampliar o lazer a todos? Os arquitetos e urbanistas entrevistados pela Rede Amazônica indicam a criação de calçadas e de pequenos espaços dentro dos bairros mais afastados, e até melhorando o que já tem.
*Reportagem de William Amanajás com imagens de Ronaldo Brito e produção de Rita Torrinha.
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