Nova população de muriquis-do-sul é encontrada em Cerro Azul, no Paraná


Espécie de macaco está ameaçada de extinção; os muriquis são considerados os jardineiros da floresta porque com a dieta rica em frutos nativos, eles dispersam sementes, principalmente de árvores de grande porte. Nova população de muriquis-do-Sul é encontrada no Paraná
Pesquisadores do Laboratório Central de Pesquisa e Desenvolvimento (Lactec) encontraram uma nova população de muriquis-do-sul no Paraná, espécie de macaco que está ameaçada de extinção.
O novo grupo de cinco macacos foi descoberto em uma área de mata no Vale do Ribeira, em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba. Há mais de um ano e meio, o local era monitorada pelos pesquisadores.
O muriqui-do-sul, conhecido também como mono-carvoeiro, é espécie símbolo da Mata Atlântica.
“Fazendo observação em pontos mais altos da floresta ou em cumes de montanhas para que tenham uma visualização maior de toda a região”, explicou o biólogo Robson Hack.
Nova população de muriquis-do-sul é encontrada em Cerro Azul, no Paraná
Reprodução/RPC
Perigo da extinção
O primeiro registro da espécie no Paraná foi há quase vinte anos, em 2002, na região de Castro, na região dos Campos Gerais do estado.
O segundo grupo de macacos foi localizado em 2016, em uma área de mata de cidade de Doutor Ulysses, na Região de Curitiba.
Com esse terceiro grupo encontrado, os pesquisadores estimam que o Paraná tenha menos de 50 muriquis-do-sul em vida livre.
No Brasil, a estimativa é de que restem apenas 1,3 mil indivíduos espalhados por áreas da Serra do Mar entre Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
Com esse terceiro grupo encontrado, os pesquisadores estimam que o Paraná tenha menos de 50 muriquis-do-sul em vida livre
Reprodução/RPC
Jardineiro da floresta
Proteger o muriqui-do-sul significa também proteger a Mata Atlântica, isso porque ele é considerado o jardineiro da floresta.
Os especialistas dizem que a dieta rica em frutos nativos faz do muriqui o principal dispersor de sementes entre os primatas.
Em um raio de dois quilômetros, ele chega espalhar sementes de até 50 espécies, principalmente de árvores de grande porte.
“Poder registrar mais um grupo de uma espécie que está tão ameaçada no estado é uma alegria muito grande, e a gente poder fazer parte dessa história da conservação dessa espécie primática em nível mundial”, comentou Robson Hack.
Proteger o muriqui-do-sul significa também proteger a Mata Atlântica, isso porque ele é considerado o jardineiro da floresta
Reprodução/RPC
Projeto
O projeto de conservação dos muriquis-do-sul no Paraná começou em 2015 e é desenvolvido pelo Lactec em parceria com a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Fundação Boticário.
Além de monitorar essa nova população da espécie e continuar as buscas por mais grupos, os pesquisadores vão intensificar ações educação ambiental junto aos moradores da região para que as áreas de mata sejam preservadas e o desenvolvimento aliado à proteção dos muriquis.
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