Novo grupo com 13 pinguins é solto no mar do Moçambique, no Norte da Ilha

Mais um grupo de pinguins foram soltos na manhã desta terça (25) no mar em Florianópolis. Desta vez, foram 13 animais, todos resgatados neste ano na costa catarinense e que, ja recuperados, foram deixados na praia do Moçambique, no Norte da Ilha. A iniciativa faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) da Bacia de Santos, executado pela Petrobras, em parceria com ONG R3 Animal, que administra uma central no Parque do Rio Vermelho.

Os animais, da espécie pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), passaram por tratamento veterinário e, depois da estabilização do quadro clínico, receberam um chip que permitirá o acompanhamento, caso reapareçam em outra região.

A soltura marca a semana de aniversário do PMP-BS, que completa cinco anos. Um balanço do mostra que, neste período, o PMP-BS já atendeu mais de 11 mil animais resgatados. São mais de 2,7 mil animais devolvidos à natureza.

Soltura de pinguins na manhã desta terça (24) (Foto: divulgação)

Além dos 2,7 mil animais devolvidos à natureza, foram 11,2 mil atendidos e 87,8 mil registrados. A equipe do PMP-BS atua diariamente no resgate de animais marinhos vivos debilitados encontrados na área entre Laguna (SC) e Saquarema (RJ).

Em cinco anos, foram 2.070 aves, 89 mamíferos e 602 quelônios devolvidos aos seus habitats, enquanto 7.574 aves, 1874 mamíferos e 3.522 quelônios foram atendidos. Outros números dão mostra do trabalho, com cerca de 1,5 milhão de quilômetros de monitoramento diário e contribuições para 200 trabalhos científicos, como teses de doutorado, dissertações de mestrado, trabalhos de conclusão de curso, resumos em congressos e artigos.

– A atuação do projeto na Bacia de Santos vem gerando um vasto conhecimento sobre diferentes espécies marinhas. A atividade de monitoramento de praias é uma das principais fontes de informações sobre as aves, quelônios e mamíferos marinhos, essenciais no ponto de vista da conservação dessas espécies -,  comenta a gerente geral de Licenciamento Ambiental e Relacionamento Externo da Petrobras, Daniele Lomba. Entre janeiro e junho deste ano, o PMP da Bacia de Santos havia registrado mais de 2,5 pinguins nas praias monitoradas, o maior número registrado em um semestre.

O PMP-BS contribui para a coleta e armazenamento de dados por meio de um banco de acesso público, chamado Sistema de Informação de Monitoramento da Biota Aquática – SIMBA, que subsidia informações para planos de manejo e tomadas de decisões dos órgãos ambientais e favorece a disseminação do conhecimento através de pesquisas e publicações técnico-científicas. Além da importância para preservação das espécies em razão das ações de reabilitação, o programa emprega centenas de profissionais de diversas áreas, tais como oceanógrafos, biólogos, veterinários. Atualmente, são 449 colaboradores que atuam nas três áreas (Santa Catarina/Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro).

– Em agosto de 2015 começamos a ter uma ideia da realidade da mortalidade e dos encalhes de animais marinhos na costa litorânea que abrange o projeto. Os dados coletados servirão como uma linha de base para apontarmos possíveis mudanças nos padrões de encalhes e o que realmente faz parte da normalidade do ambiente marinho -, explica o coordenador da área que abrange Santa Catarina e Paraná, André Barreto.

Sobre os Projetos de Monitoramentos de Praias (PMPs) executados pela da Petrobras

Estruturados e executados pela Petrobras para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, o PMP é o maior programa de monitoramento de praias do mundo. O monitoramento é fiscalizado pelo IBAMA e compreende o resgate, reabilitação e soltura de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, contribuindo para a manutenção da biodiversidade marinha. Atualmente, há quatro PMPs, que atuam em 10 estados litorâneos, acompanhando mais de três mil quilômetros de praias em regiões onde a companhia atua. O PMP da Bacia de Santos é o mais recente da companhia.

As equipes dos PMPs atuam diariamente no resgate de animais marinhos debilitados e de carcaças encontradas em variados estágios de decomposição. Muitos dos animais encontrados apresentam lesões causadas por embarcações, petrechos de pesca, estão afetados pelos resíduos sólidos ou até mesmo mortos. Todos os animais encontrados são avaliados e, quando necessário, são encaminhados para o atendimento veterinário.

Após a estabilização do quadro clínico, o animal é ambientado para retornar à natureza. No entanto, antes da soltura eles recebem uma marcação que permitirá o acompanhamento caso reapareçam em outra região. Os pinguins, por exemplo, recebem chips. Nos animais encontrados mortos é realizada necropsia para identificar a causa da morte e avaliar se houve interação com atividades humanas.

Os Projetos de Monitoramento das Praias trabalham em parceira com as comunidades locais. Ao avistar baleias, lobos ou leões-marinhos, golfinhos, pinguins, aves e tartarugas marinhas nas praias, vivos ou mortos, a população deve acionar o PMP da sua região.

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