O ecletismo eleitoral de Armínio Fraga: dinheiro para o Novo e para o PSOL

Doador de cerca de 1,8 milhão de reais a campanhas políticas desde 2006, o economista, investidor e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga já colocou a mão no bolso para ajudar candidatos nas eleições municipais de 2020. Se antes os valores destinados por ele iam quase sempre para candidatos do PSDB, DEM, PV e do antigo PPS (hoje Cidadania), ele agora passou a diversificar o seu rol de escolhidos.

Os dois candidatos a quem o economista doou até agora neste ano são de extremos opostos: um é o candidato a vereador pelo PSOL em Duque de Caxias (RJ) Wesley Teixeira, que recebeu 30.000 reais de Armínio Fraga; o outro é Pedro Duarte, candidato a vereador no Rio de Janeiro pelo Novo, agraciado com 25.000 reais.

Wesley Teixeira se apresenta no Twitter como “jovem, negro, evangélico, educador popular, ativista e cria do Morro do Sapo”. No site Lurdinha, onde colabora, ele se identifica como coordenador do Pré-Vestibular Popular +Nos, organizador da Roda Cultural do Centenário e membro da Igreja Evangélica Projeto Além do Nosso Olhar.

Já Pedro Duarte é apresentado no site oficial do Novo como advogado formado pela PUC-Rio, pós-graduando em gestão pública pelo Insper e “filho de empreendedores e defensor dos ideais da liberdade”. O Novo, a propósito, já havia entrado no radar de doações de Fraga em 2018, quando dois candidatos da legenda receberam um total de 130.000 reais do economista.

Presidente do Banco Central entre março de 1999 e o fim de 2002, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga tem um histórico polpudo de doações eleitorais, tanto em eleições nacionais quanto em municipais: 90.000 reais em 2006, 82.000 reais em 2008, 730.000 reais em 2010, 220.000 reais em 2012, 145.000 reais em 2014, 85.000 reais em 2016 e 420.000 reais em 2018.

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