O Ministério Público Federal (MPF) recorreu para aumentar as penas do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB), do operador financeiro, Carlos Miranda, e do ex-assessor da Casa Civil, Ary Filho

Os três foram condenados por lavagem de dinheiro no esquema descoberto pela Operação Mascate.

O recurso está no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Os procuradores apontaram na denúncia que os réus se valeriam de serviços de consultoria inexistentes, compra de veículos e compra de imóveis para desviar recursos.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil (30.nov.2010)

Cabral foi sentenciado a 13 anos de reclusão e ao pagamento de 480 salários mínimo de multa, Carlos Miranda a 12 anos e também 480 salários mínimo e Ary Filho a nove anos e quatro meses e 380 salários mínimo.

De acordo com as investigações, os condenados promoveram a lavagem de dinheiro em 148 situações distintas, ocultando a origem ilícita de mais de 10 milhões reais, recebidos em contratos celebrados pelo governo estadual.

Em primeira instância, a Justiça Federal condenou os três réus em relação a contratos de consultoria e compras de imóveis. O MPF quer que a compra de automóveis também seja incluída na sentença.

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