Operação policial combate fraudes cometidas por aplicativos de mensagens

A polícia desmanchou uma quadrilha que aplicava golpes utilizando aplicativos de mensagens. Segundo a corporação, as fraudes aconteciam após o grupo clonar os números de celulares das vítimas e, ao ter acesso as agendas, eles entravam em contato com outras pessoas, amigos ou parentes pedindo dinheiro por depósito ou transferência bancária. Ao todo, cerca de 50 mandados de busca, apreensão e prisão foram cumpridos nos estados de São Paulo, Goiás e Pará, na terceira fase da Operação Peregrino. Na primeira fase da ação, em julho deste ano, policiais apreenderam centenas de chips de celular e descobriram o esquema.

Ao longo das investigações, os policiais notaram que os alvos prediletos dos bandidos eram empresários e grandes empresas que tem seus e-mails pessoais e funcionais hackeados. O diretor do Departamento de Operações Policiais Estratégicas, da Polícia Civil de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves aponta como eles agiam e diz que as investigações estão levando a outros braços da organização criminosa. “”Eles clonam o Whatsapp, colocam a fotografia de uma pessoa que você conhece e começa a extorquir e pedir dinheiro, e você, na boa fé, acaba ajudando. Temos muitas investigações em curso, que vão sair mais prisões ainda”, explica. Em São Paulo, os criminosos agiam especialmente em Itatiba, na região de Campinas, no interior do Estado. Em Goiás o núcleo principal atuava na capital Goiânia. Foram apreendidos eletrônicos, celulares, dinheiro e cartões bancários. Mais de 130 policiais e 45 viaturas participaram da operação.

*Com informações do repórter Daniel Lian

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