Os economistas do mercado financeiro melhoraram mais uma vez a revisão para o tombo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020

Os economistas do mercado financeiro melhoraram mais uma vez a revisão para o tombo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020. A estimativa passou de queda de 5,46% para redução de 5,28%. Essa foi a nona semana consecutiva de melhora da projeção. No fim de junho, a projeção de queda alcançou o pico de 6,54%. Além da revisão do PIB, o mercado também passou a esperar a Selic a 2,88% ao ano, ante 3% na publicação anterior.

Os números são do relatório semanal Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central. O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos.

A expectativa para o desempenho da atividade econômica em 2020 reflete os impactos da pandemia da Covid-19, na economia nacional e mundial, que também caminha para uma recessão.

As tendências de melhora nas previsões das últimas semanas, porém, refletem os dados positivos de indicadores macroeconômicos recentes, como a alta nos setores de indústria e de serviços em junho, bem como o saldo positivo na criação de vagas do mercado formal de trabalho.

Nesta semana, as expectativas do mercado se voltam para o resultado oficial do PIB no segundo trimestre de 2020. O resultado vai ajudar na análise do tamanho do rombo que os impactos da pandemia terão na economia do país. O dado será divulgado pelo IBGE na terça-feira (1º) e deve apresentar uma retração de dois dígitos.

Estimativas do IBC-Br, índice de atividade econômica do BC considerado uma prévia do PIB, por exemplo, projetam um tombo de 10,9% na atividade econômica. Caso confirmada, a queda sinaliza o início de uma recessão técnica no país, que já registrou retração de 1,5% no primeiro tri.

Taxa Selic

Para este ano, o mercado prevê a manutenção do atual patamar da taxa básica de juros da economia. Assim, a projeção é de que a Selic permanece na mínima histórica de 2% ao ano até o fim de 2020.

Já para o fim de 2021, a estimativa do mercado voltou a cair. Na semana passada, as previsões estacava em 3% ao ano. Agora, a expectativa caiu para um juros a 2,88% a.a. Apesar de esperar uma alta dos juros no próximo ano, a projeção do mercado sinalizar que o movimento será de forma ainda mais gradual.

Inflação

Os analistas também revisaram a previsão para o índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A estimativa para a inflação oficial avançou de 1,71% para 1,77%.

O número segue abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual, ou seja, podendo variar de 2,50% a 5,50%.

A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e, para persegui-la, o BC eleva ou reduz a taxa de juros básica, a Selic. Atualmente, a Selic está na mínima histórica, a 2% ao ano. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

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