Países europeus veem risco de sobrecarga dos sistemas de saúde


Além de Alemanha e França, que impuseram novas restrições para conter a alta de infecções, a região da Catalunha, na Espanha, fechou suas entradas. Na Suécia, novos recordes de casos por dia têm sido estabelecidos nesta semana. Manifestação em Bruxelas pede mais recursos para combater a Covid-19
Francois Lenoir/Reuters
Os governos da França e da Alemanha impuseram novas restrições para conter a alta de infecções de coronavírus, mas outros países da Europa, como o Reino Unido, ainda não adotaram as medidas.
A nova onda de casos fez com que a Europa voltasse a ser o foco da pandemia de Covid-19.
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De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), metade das novas infecções nos últimos sete dias aconteceram na Europa.
A gestão de Boris Johnson no Reino Unido evitou um “lockdown” mais severo e optou por um sistema de controle somente em áreas mais afetadas.
Um estudo do Imperial College, de Londres, aponta que o número de casos dobra a cada nove dias. O país é um dos que têm os mais altos números de mortos entre os europeus.
As medidas de contenção na Alemanha e França não incluem o fechamento de escola. A maior parte das empresas também seguirá em funcionamento.
No entanto, bares, restaurantes, cinemas foram restringidos.
Angela Merkel, a chanceler alemã, disse que o governo dela agiu rapidamente para evitar que as unidades de tratamento intensivo fiquem sobrecarregadas.
“Estamos em uma situação dramática no começo da estação de frio. Isso afeta a todos, sem exceção”, disse ela. As medidas que ela determinou são necessárias e proporcionais, afirmou.
Na Espanha, Catalunha fecha seu território
A Catalunha anunciou que vai fechar seu território pelos próximos 15 dias. A região é a segunda em número de mortes e casos na Espanha.
As autoridades afirmam que também vão fechar os cinemas e teatros, assim como bares e restaurantes.
A ideia é poupar o sistema de saúde, que não pode receber um número muito maior de paciente.
Novos casos na Suécia
A Suécia, que evitou adotar um “lockdown” durante a pandemia, registrou na quarta-feira (28) quase 3.000 novos casos, o maior número de infecções desde que a pandemia começou.
Foi o terceiro recorde diário seguido de novos casos.
A agência de saúde do país afirmou, no entanto, que no primeiro semestre o número de infecções foi mais alto, mas na época não havia testes suficientes.
“Estamos alcançando o teto do que o sistema de saúde pode suportar”, disse o epidemiologista chefe do país, Anders Tegnell.
As autoridades de Estocolmo disseram que o número de pacientes da Covid-19 que precisam de cuidados aumentou cerca de 60% na semana passada.
A Suécia depende de ações voluntárias para conter a pandemia. Apesar de não haver previsão de punição, a população tem compactuado com as medidas.
A taxa de mortalidade do país é mais alta que em vizinhos nórdicos, mas menor que grandes países europeus, como a Espanha e o Reino Unido.
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