Pandemia aumenta demanda por alimentos nos centros de assistência social do RS


Com o passar dos meses, doações foram diminuindo e pedidos por alimentos crescem entre famílias sem renda fixa. Saiba como ajudar. Ong distribui alimentos perecíveis diariamente nas casas das famílias mais vulneráveis em Passo Fundo
Ong Amor/Divulgação
O começo da pandemia de coronavírus foi marcado por inúmeras correntes de solidariedade formadas para ajudar quem perdeu o emprego e ficou sem renda. Mas, com o passar dos meses, a ajuda foi diminuindo e, com isso, aumentaram os pedidos por alimentos nos centros de assistência social do Rio Grande do Sul.
O pedreiro Vilmar klug, de Santa Rosa, no Noroeste do estado, está desempregado e sentindo na pele a situação.
“Depois que entrou a pandemia piorou bastante, não tenho emprego, não tenho nada. Faço uns ‘biquinhos’ aqui, outro lá, e vou me mantendo”, conta enquanto aguarda a cesta básica na fila do Centro de Referência em Assistência Social do município.
A demanda por cestas básicas na cidade aumentou cerca de 10 vezes em relação ao mesmo período no ano passado. Só em abril, o mês que mais se distribuiu cestas básicas neste ano, foram quase 1,5 mil sacolas.
De acordo com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), as famílias tiveram dificuldades em se manter devido à pouca oferta de serviços e, também, por causa de alguns atrasos em pagamentos de benefícios, perícias e outros encaminhamentos.
Pedidos se repetem pelo estado
A situação também se repete em outras cidades, como em Passo Fundo, no Norte. Desde março, mais de 300 toneladas de alimentos foram entregues nos quatro Centros de Referência em Assistência Social, comprados com recursos públicos e com ajuda de doações da comunidade.
“Cada situação é verificada, cada família é atendida, verificada sua situação. Se for o caso, então, é destinada a cesta para que possa garantir esse direito ao cidadão, esse direito básico de alimentação”, explica a secretária de Cidadania e Assistência Social de Passo Fundo, Elenir Chapuis.
Para os interessados em ajudar famílias que estão precisando, o caminho é entrar em contato com a prefeitura dos municípios.
Demanda maior também em ONGs
É também para evitar a fome de centenas de famílias que a ONG Amor de Passo Fundo entrega cestas básicas, alimentos perecíveis e refeições prontas. Cerca de 600 famílias estão cadastradas, mas a entidade – que não recebe recursos públicos e sobrevive da ajuda da comunidade – viu as doações caírem 70% nos últimos meses.
“Com a pandemia, nós tivemos uma queda extrema na arrecadação de recursos, não só pelo fato de a comunidade ter parado de contribuir, via deposito bancário, enfim, mas também, por a gente ter recursos limitados para gente fazer eventos que era nossa principal fonte de receita”, comenta a voluntária Melissa Mendonça.
“A gente não consegue dar um passo sem o auxílio da comunidade. A gente só consegue ajudar uma família se uma família nos ajudar”, acrescenta.
A ONG de Passo Fundo recebe doações de pessoas física e jurídica, saiba como ajudar por meio do site.
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