Para ajudar filiados na campanha, partidos criam ‘kit candidato’ com jingle e material para redes sociais

Objetivo é driblar eventual falta de recursos dos concorrentes, ajudá-los a economizar com gastos em publicidade, além de padronizar identidade das campanhas. Para ajudar os filiados que disputarão as eleições municipais de novembro, partidos criaram plataformas digitais com uma espécie de “kit candidato”, que inclui jingles e mensagens para serem usados na campanha e em redes sociais.
Com candidaturas a prefeito e vereador pulverizadas pelo país, o objetivo das legendas é driblar a eventual falta de recursos dos candidatos e ajudá-los a economizar em gastos com marketing para produzir as peças de publicidade.
Os itens prontos podem ser baixados gratuitamente das páginas dos partidos na internet e editados pelos postulantes, que personalizam com sua foto, nome e número de urna.
Os kits, também chamados de “enxovais”, incluem desde materiais mais comuns de campanha, como cartazes, santinhos e adesivos, a conteúdo digital para ser compartilhado pelas redes.
Um dos que prepararam o “kit candidato” foi o MDB. “Neste ano, teremos milhares de candidatos. Muitos deles não têm equipes profissionais para criar materiais de campanha. O partido vai dar essa contribuição”, explicou o presidente nacional do partido, deputado federal Baleia Rossi (SP).
O MDB criou um jingle, em ritmo de música sertaneja, com o número do partido para ser usado pelos candidatos em todo o território nacional.
O PSDB também desenvolveu material semelhante. “Essas ferramentas foram desenvolvidas pelo próprio staff do partido e ajudam aqueles que não têm equipe própria para isso”, afirmou o secretário-geral da legenda, deputado federal Beto Pereira (MS).
Alguns kits incluem ainda orientações jurídicas, manual de boas práticas nas redes sociais e informações para combater fake news.
Além das peças publicitárias para download, o DEM mantém uma central em uma rede social para filiados e candidatos destinada à distribuição de material, criação de identidade visual, informações e dicas sobre, por exemplo, como impulsionar conteúdo.
Partidos
Em alguns casos, o “kit candidato” traz informações para subsidiar os candidatos sobre determinados temas e reforçar as posições defendidas pelo partido.
O PT colocou no ar um site especial voltado somente para as eleições municipais. Ao lado do material de campanha editável, também fica disponível uma ferramenta de busca em que é possível pesquisar por município as realizações dos governos petistas.
“Criamos uma plataforma com informações para a defesa do nosso legado, o que os governos Lula e Dilma fizeram em cada cidade para que os candidatos possam fazer esse debate — como fazer campanha, com orientações na área de comunicação e de prestação de contas”, afirma a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR).
Outra preocupação das siglas ao providenciar os kits foi com a identidade visual das campanhas.
“Essa foi uma ação que, além de assegurar o chamado enxoval de campanha aos candidatos, também qualifica o visual da campanha do Progressistas por todo Brasil”, explica o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI).
O Novo, por exemplo, repassa aos filiados um manual com a paleta de cores e as fontes que podem ser usadas no caso de quem não quiser baixar o material pronto.
“Assim, conseguimos manter a unidade, porque o partido tem que ser visto como uma instituição. Então, é importante que o visual de todos, de Norte a Sul, seja o mesmo”, diz Daniel Guido, gerente de comunicação nacional do Novo.
Vídeos
Veja vídeos da GloboNews sobre a disputa eleitoral de 2020:
Abaixo, vídeos que explicam as regras da eleição e cargos em disputa:
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