Para o ministro da secretaria geral da presidência Jorge Oliveira, braço direito de Bolsonaro, o episódio sobre a produção de um dossiê contra críticos do governo federal não inviabiliza o nome do ministro André Mendonça para vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal

Para o ministro da secretaria geral da presidência Jorge Oliveira, braço direito de Bolsonaro, o episódio sobre a produção de um dossiê contra críticos do governo federal não inviabiliza o nome do ministro André Mendonça para vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. “Não contamina mas fortalece”, afirmou

À coluna, o ministro palaciano afirmou que a prática é “normal em qualquer lugar do Planeta”.

O STF analisa nesta quarta-feira (19) a conduta do Ministério da Justiça ao elaborar um relatório com informações de quase 600 servidores públicos identificados como antifascistas.

“Vai ser uma oportunidade dele (André Mendonça) explicar. É natural que tenha ganho essa dimensão pelo que envolve. Mas é algo absolutamente corriqueiro, dentro da área de inteligência, faz parte do suporte que se dá na segurança pública, antevê muitos problemas, permite que os homens de segurança pública possam se organizar e evitar o cometimento de crimes”, disse.

Oliveira, que também é cotado para o STF, disse defender abertamente a indicação de André Mendonça para a primeira cadeira, a que Bolsonaro, terá poder de indicação em novembro no STF. O escolhido vai substituir o decano da corte, Celso de Mello.

“É um evangélico autêntico e não se vale dessa condição para nada. É uma pessoa extremamente simples, humilde. Olhe o currículo do André. Extremamente preparado, tem uma história de vida e profissional fantástico. Torço muito por ele. Se o presidente me perguntar hoje ‘Jorge, você tem uma indicação?’. Minha indicação seria André Mendonça”.

O ministro da Justiça ficou exposto no caso após negar a existência de um dossiê mas, depois, demitir o diretor responsável pela área que produziu o relatório no ministério.

Outro ministro do Planalto, sob a condição de anonimato, afirmou que o episódio ficou mal explicado e que a responsabilidade, qualquer que seja, será debitada na conta de André Mendonça. “Antifascista somos todos nós, também o governo”, disse um auxiliar da ala militar.

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