Partidos apresentam representação ao Conselho de Ética contra Chico Rodrigues

O Supremo Tribunal Federal vai analisar na próxima quarta-feira, 21, a decisão do ministro Roberto Barroso que determinou o afastamento do senador Chico Rodrigues do mandato por 90 dias. Foi o próprio ministro Barroso quem decidiu levar a questão ao plenário da Corte, que vai dar a palavra final sobre a manutenção ou não do afastamento. O problema é que a determinação do ministro do STF não foi bem recebida pelo congresso nacional: o senador Major Olímpio, durante entrevista à Jovem Pan, explicou que entre os parlamentares a determinação de Barroso está sendo vista como uma “interferência indevida” do judiciário em assuntos internos do Senado Federal.

“Ninguém quer passar a mão na cabeça de ninguém, temos sempre a preocupação com o assassinato de reputações. Nós estamos pedido de imediato a apuração e o foro apropriado é o conselho de ética. Não dá para atropelar”, afirmou o senador. Por causa disso, a oposição apresentou ao Conselho de Ética do Senado uma representação contra Chico Rodrigues, que pode, inclusive, perder o mandato. O senador Major Olímpio admite, no entanto, que a discussão pode demorar, já que é preciso “garantir a ampla defesa”.

Chico Rodrigues é investigado por suposto desvio de recursos de combate à Covid-19 para o estado pelo qual foi eleito, Roraima. Ele foi flagrado na última quarta-feira com mais de R$ 30 mil escondidos nas partes íntimas. O senador, que fazia parte da comissão que acompanha aplicação dos recursos contra a doença, pediu afastamento. Major Olímpio, ao falar da situação dos desvios de recursos para combate ao coronavírus, afirmou que o grande responsável pelos problemas não seria o senador, e sim o Governo Federal. “O executivo criou essas possibilidades na medida em que ofereceu R$ 30 milhões para alguns parlamentares, para alguns senadores”, disse.

O Democratas, partido do senador, também pressiona Chico Rodrigues para se afastar da legenda. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adotou um discurso cauteloso e afirmou que vai aguardar informações sobre as investigações antes de adotar qualquer medida administrativa.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

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