Partidos definem apoio a Manuela e Melo no 2º turno; Marchezan decide não apoiar ninguém


Fernanda Melchionna, Juliana Brizola e Montserrat Martins apoiam a candidata do PCdoB. Gustavo Paim, João Derly e Valter Nagelstein vão apoiar o candidato do MDB. Manuela D’Ávila e Sebastião Melo
Montagem
A maioria dos candidatos derrotados no primeiro turno na eleição para a Prefeitura de Porto Alegre já definiu quem apoiar no segundo turno. O prefeito Nelson Marchezan Júnior, no entanto, decidiu não aderir a nenhuma candidatura.
Manuela D’Ávila, do PC do B, ganhou o apoio de Fernanda Melchionna, do PSOL, Juliana Brizola, do PDT, e Montserrat Martins, do PV. Além deles, a Rede Sustentabilidade, que estava na coligação com o partido de Juliana, aderiu à candidata.
“Este apoio se funda, pura e simplesmente, em ideais programáticos e no anti-bolsonarismo, no combate ao ódio e ao rancor. Neste sentido, ainda que com diferenças, a candidatura de Manuela D’Ávila é aquela que mais se assemelha ao nosso projeto”, afirmou Juliana, nas redes sociais, citando 12 pontos que justificam o compromisso assumido entre as candidatas.
Já Gustavo Paim, do PP, João Derly, do Republicanos, e Valter Nagelstein, do PSD, decidiram apoiar Sebastião Melo, do MDB. O PTB, de José Fortunati, que renunciou à disputa na semana anterior ao pleito, aderiu à candidatura do emedebista antes mesmo da eleição.
“Entendemos que este era o caminho natural a seguirmos pela semelhança de ideias e de projetos para tirar a nossa cidade da crise que se encontra e que se agravou com a pandemia, e pelo bom relacionamento que sempre tivemos”, afirmou Paim, que entregou o seu plano para a cidade a Melo.
Marchezan justificou, em nota, que encerrou a disputa eleitoral e voltará as atenções para a administração da cidade pelos próximos 40 dias. Ele afirma que tem “uma pandemia para monitorar e uma cidade para cuidar” e não apoiará nenhum candidato, “garantindo uma transição transparente, democrática e republicana”.
“Encerrado o processo eleitoral, a população de Porto Alegre decidiu que o segundo turno deveria ser disputado por dois projetos de confronto ao atual modelo de gestão da prefeitura de Porto Alegre, que orgulhosamente represento. Sendo assim, desde o dia 16 de novembro último, após o resultado do 1º turno, deixei de ser um prefeito candidato à reeleição para ser, novamente, apenas o prefeito de Porto Alegre, cargo que exercerei com a mesma responsabilidade, carinho e zelo até o último dia do mandato. E sou, neste cargo, prefeito de todos os porto-alegrenses, e não apenas daqueles que votaram em mim”, conclui.
O candidato Rodrigo Maroni, do PROS, diz que não definiu, ainda, quem deve apoiar. “Não tenho nenhum pêndulo para nenhum lado, nem para o Melo, nem para a Manuela”, afirma. Julio Flores, do PSTU, deve decidir em plenária quem irá apoiar.
A reportagem não obteve retorno de Luiz Delvair, do PCO.
Veja os destaques do G1 RS:
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