Pedreiro é condenado a 14 anos por matar o pai após se recusar a lavar louça


Crime ocorreu em Cubatão (SP). Rafael Rodrigues Ferreira, de 30 anos, esfaqueou o pai nas costas, no abdômen e tórax durante a discussão. Ajudante de pedreiro foi imobilizado por vizinhos após esfaquear o próprio pai em Cubatão, SP
Reprodução/Facebook
Um ajudante de pedreiro de 30 anos, acusado de matar o próprio pai em Cubatão (SP), foi condenado a 14 anos, quatro meses e 24 dias de prisão em regime inicial fechado. À Justiça, Rafael Rodrigues Ferreira confessou ter dado fim à vida do pai, o carpinteiro José de Sales Alves Ferreira, de 59 anos, após se recusar a lavar louça.
O crime ocorreu na casa onde ambos moravam, na Ilha Caraguatá, no dia 8 de janeiro de 2019. Após o desentendimento, Rafael esfaqueou o pai nas costas, no abdômen e no tórax. José de Sales chegou a ser socorrido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Casqueiro, mas não resistiu aos ferimentos.
Logo após o crime, Rafael foi imobilizado por vizinhos, que também acionaram a Polícia Militar. O agressor foi preso em flagrante e levado à Delegacia Sede de Cubatão. Na ocasião, ele chegou a afirmar que havia agido em legítima defesa, apesar de não apresentar ferimentos no momento em que foi detido.
Em depoimento, dois sobrinhos de Rafael, netos de José, relataram que ouviram o avô pedindo socorro e o encontraram caído e ferido no chão da casa, com uma faca próxima ao corpo. Ambos descreveram Rafael como “agressivo”. Posteriormente, o acusado revelou, em juízo, que esfaqueou o pai após José ordenar que ele lavasse a louça.
Após a conclusão do inquérito policial, Rafael foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O caso, então, foi encaminhado à Justiça de Cubatão.
Em audiência, realizada pelo Tribunal de Justiça de Cubatão, a defesa de Rafael sustentou que ele agiu sob “violenta emoção”, após injusta provocação. A tese, no entanto, foi majoritariamente recusada pelo júri.
O juiz Orlando Gonçalves de Castro Neto sentenciou, então, que Rafael permanecesse preso e cumprisse a pena em regime inicial fechado, sem a possibilidade de recorrer em liberdade. Apesar da condenação, ele ainda pode apelar ao Tribunal de Justiça de São Paulo.
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