Pescadores de Unaí invadem terra indígena, são feitos reféns e liberados no MT

Um grupo de 13 pescadores de Unaí, no interior de Minas, foi libertado após ter sido feito de refém por dois dias em uma aldeia indígena da etnia Wuará, no Alto Xingu, Mato Grosso.

Eles invadiram a área onde vivem os povos tradicionais no último domingo e foram soltos após negociações entre a Polícia Militar (PM), Polícia Federal (PF) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) na noite dessa segunda-feira (28).

Os turistas não tinham autorização para pescarem no local.

“A negociação de gerenciamento de crise foi intermediada pelos militares e durou duas horas. O resultado foi a libertação das pessoas de forma pacífica pelos indígenas. O registro da ocorrência e os tramites legais ficaram sob a responsabilidade da Polícia Federal”, informou a PM local em nota.

Os indígenas estavam preocupados com a possibilidade de os turistas transmitirem o coronavírus à aldeia, conforme uma fonte relatou a O TEMPO, e pediram atestados de testagem negativa dos invasores.

A Funai informou à reportagem que os pescadores “passam bem”e que “a fundação segue acompanhando o caso e está à disposição para colaborar com as investigações”.

Procurada, a Polícia Federal ainda não deu retorno aos questionamentos. Os pescadores não foram identificados pelas autoridades.

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