Pesquisa da UFMG aponta que crianças e adolescentes estão mais estressados na pandemia


Cerca de quatro mil pessoas já foram entrevistadas. Pesquisadores estudam impacto da pandemia no comportamento de crianças e adolescentes
Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com outras universidades do Brasil, desenvolvem uma pesquisa para avaliar o impacto da pandemia no comportamento de crianças e adolescentes.
Quase quatro mil pessoas foram entrevistadas. O resultado parcial mostrou que houve prejuízo financeiro em 82% dos lares e em 80% deles, os conflitos são frequentes.
O levantamento também revelou que 51% das crianças estão comendo mais durante a pandemia e quase 72% estão sedentários e 52% estão com problemas no sono.
Pesquisa revela impactos da pandemia em crianças e adolescentes.
Reprodução/TV Globo
Outro dado revelado é que 75% das crianças e dos adolescentes estão ficando mais de três horas mexendo no celular; tempo que ultrapassa o limite considerado adequado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, que é de duas horas.
A neuropedriatra e coordenadora da pesquisa, Leubiana Arantes, afirma que o confinamento tem desencadeado consequências psicológicas. “Outro fator preocupante é que que várias crianças estão com risco de desenvolver algum transtorno e outras apresentam comportamentos de risco e agressividade”.
A psicopedagoga Cristina Silveira orienta que é preciso criar estratégias para entreter e educar as crianças e adolescentes no período de pandemia. “É preciso aproveitar o momento para treinar o autocontrole e melhorar interação de pais e filhos”, explicou.
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