Pesquisa tenta criar medicamento que age nas infecções causadas pela Covid-19


Estudo é realizado em parceria entre a Universidade Federal de Alfenas (Unifal) e outras duas instituições de ensino de Minas Gerais. Pesquisa tenta criar medicamento que age nas infecções causadas pela Covid-19
Uma pesquisa realizada em parceria entre três instituições de ensino de Minas Gerais, entre elas a Universidade Federal de Alfenas (Unifal), tenta criar um composto que age diretamente nas infecções causadas pelo novo coronavírus. A ideia é chegar a um medicamento que ajude no enfrentamento à Covid-19.
As pesquisas começaram no mês de julho. Participam do trabalho alunos de iniciação científica, doutorado e técnicos do laboratório de bioquímica da Universidade Federal de Alfenas.
Entre eles, o técnico e doutorando em química George Augusto Veloso de Oliveira. Ele é um dos responsáveis por analisar biomoléculas retiradas de bactérias e purificadas a partir de plantas. Elas são estudadas separadamente e também combinadas para identificar até que ponto podem agir em células pulmonares, por exemplo.
“Como medicamento de múltipla ação, a nossa ideia era realmente combinar essas moléculas para que consiga atingir o máximo possível de efeito no organismo humano”, explicou.
Pesquisa de universidade de Alfenas e outras duas instituições tenta criar medicamento que age contra infecções causadas pela Covid-19
Reprodução/EPTV
A ideia é que, a partir desses compostos, seja possível criar um medicamento pra reduzir a dispersão do novo coronavírus no organismo das pessoas e assim diminuir danos nos pulmões e outras possíveis infecções.
O trabalho está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A UFSJ é responsável pela primeira etapa, a de produção das biomoléculas. O segundo passo é na Unifal, que faz a análise de caracterização dos efeitos. E só as melhores combinações é que serão enviadas para UFMG, em uma terceira e última etapa: a de confirmação da eficácia em casos de infecção pelo novo coronavírus.
“A expectativa é modular, regular essa resposta imune, diminuir os danos no pulmão causados por essa resposta imune demasiada e também pelo vírus, além de prevenir infecções secundárias, tanto bacterianas quanto virais, ou seja, novas pneumonias que venham a ser facilitadas pela Covid-19”, pontuou a coordenadora do projeto, Marina Quádrio Rodrigues.
O estudo faz parte do plano de ações e pesquisas da Unifal para o enfrentamento à Covid-19, que tem financiamento do Ministério da Educação, e ainda está em fase inicial.
A expectativa é que até o segundo semestre do ano que vem seja possível iniciar testes em animais. Se os resultados forem positivos, serão de seis meses a um ano na fase de testes clínicos.
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