Pesquisadores ajudam a preservar riqueza natural de manguezais do litoral do Paraná

São mais de 31 mil hectares de mangue no estado, um dos mais conservados do país, que integram uma área de Mata Atlântica bastante preservada. Trabalho de pesquisadores ajuda a preservar manguezais no litoral do Paraná
No litoral do Paraná, o trabalho de pesquisadores ajuda a manter a riqueza natural dos manguezais.
Os tons de verde se misturam: a união entre a floresta e o manguezal garante vida no litoral do Paraná. “Apesar de ter um litoral não tão extenso quanto em outros estados, ele é muito rico, justamente por causa das nossas áreas de manguezal”, explica a bióloga Cassiana Metri.
São mais de 31 mil hectares de manguezais no estado. Eles integram uma área de Mata Atlântica bastante preservada, que se estende até o litoral sul de São Paulo.
“Tanto a restinga, quanto a Mata Atlântica em si, eles são altamente conectados pela energia e pela fauna, pela flora, né? E a proteção desses manguezais em unidades de conservação favorece a proteção desses ambientes”, afirma a oceanógrafa da UNESPAR Sarah Charlier Sarubo.
O solo fértil e as águas calmas fazem com que os animais marinhos dependam dos manguezais.
“O mangue é uma área fundamental para abrigo e alimentação, reprodução de centenas de espécies, então os mangues são área berçário para a diversidade marinha”, explica Robin Hilbert Loose, coordenador de projetos da Associação MarBrasil.
O Jornal Nacional acompanhou o trabalho da Associação MarBrasil para instalar um equipamento, criado por pesquisadores da USP: um galão, com várias aberturas e luzes de led, que atraem as larvas das espécies que vivem no mangue. Depois de uma noite, a surpresa.
As larvas ainda serão levadas para um laboratório para descobrir de que espécies elas são, mas, a olho nu, dá para ver que tem vida. Isso prova que o manguezal é um berçário para a vida marinha.
Pesquisadores da USP fazem a análise e, pelo microscópio, os pontinhos pretos ganham forma e movimento. Em uma imagem, um filhotinho de mero, que vai se desenvolver e virar um peixe enorme, como um no litoral do Paraná, com 2,5 metros de comprimento e mais de 200 quilos.
“Destruindo o mangue você destrói a espécie também, no caso o mero, que é uma espécie ameaçada, além de todas as outras espécies que são menos conhecidas, mas também dependem do mangue para sobreviver”, diz a pesquisadora Claudia Nimiki.
Cada vez que essa experiência é feita, os pesquisadores encontram no manguezal espécies diferentes. “O mangue precisa ser conservado, precisa estar aqui, não pode ter destruição mais”, afirma Robin Hilbert.
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