Pesquisadores da UFT criam aplicativo para ajudar pessoas com transtornos mentais


App está em fase de testes e deve estar disponível para ser baixado em março de 2021. Ideia é identificar sinais de distúrbios para ajudar na prevenção da saúde mental. Pesquisadores da UFT desenvolvem aplicativo para prevenir distúrbios mentais
Um aplicativo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) pretende ajudar na prevenção e também orientar quem estiver sofrendo com algum tipo de transtorno ou distúrbio mental. A ferramenta está em fase de testes e deve estar disponível a partir de março de 2021.
O app é de graça e traz orientações médicas e testes para ajudar nos primeiros sinais de distúrbios e transtornos mentais. A ideia veio da psicóloga Hárelli Cecchin e da jornalista Alice Agnes.
“Esse aplicativo tem a função de ajudar na prevenção ao adoecimento, às questões relacionadas à saúde mental. Nós percebemos, a partir de vários estudos e pesquisas que é muito mais eficiente, nós prevenirmos, nós tratarmos de uma potencial doença antes que ela surja e o aplicativo vem com essa proposta”, explicou a coordenadora do projeto Alice..
A plataforma é toda desenvolvida por pesquisadores da UFT. Na prática, quando estiver pronta, também vai contar com o apoio de outros profissionais da universidade.
Pesquisadoras desenvolvem aplicativo para ajudar pessoas com transtornos mentais
Reprodução/TV Anhanguera
“O aplicativo vai ter uma potencialidade de aproximar aquelas pessoas que precisam. Então, de repente se a gente notar que a gente tem usuários utilizando com alguma ideação suicida um pouco mais grave, a gente pode encaminhar esse usuário para os psicólogos e outros profissionais de saúde da universidade, para que eles façam o diagnóstico”, destacou Harélli..
Um dos testes avalia as emoções e sentimentos da pessoa. São seis perguntas e oito resultados possíveis. “A pessoa pode realizar todos os dias para fazer uma auto avaliação. Não é um teste diagnóstico, mas é um teste que avalia o estado emocional, os sentimentos da pessoa naquele dia, e traz um feedback com sugestões”, enfatizou Alice.
A médica em saúde da família Marta Romilda Espíndola, também está junto no projeto. “Usar um programa para rastrear, fornecer um equipamento de cuidado, antes de haver um adoecimento, pareceu para nós uma boa estratégia”.
O app está em fase de desenvolvimento e a previsão é que ele esteja pronto para ser baixado em março de 2021.
“A próxima etapa é uma etapa de testes, que está prevista para dezembro, janeiro, e a nossa intenção, correndo tudo bem, é após uma avaliação, poder lançar oficialmente essa ferramenta”, disse Alice.
O foco da ferramenta são os alunos da UFT, mas ela vai estar disponível de graça na internet para todo mundo que quiser e precisar.
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