PF deflagra 2ª fase de operação que mira pagamento de propina a policiais no RJ

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a segunda fase da Operação Tergiversação, que desarticulou organização criminosa acusada de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e obstrução à Justiça, na manhã desta quinta-feira, 15. Por determinação da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão em desfavor de servidores públicos federais e estaduais, empresários e advogados.

A primeira fase da operação aconteceu em junho de 2019 e denunciou a organização criminosa que atuava dentro da Superintendência da PF no Rio de Janeiro. Na nova fase, a investigação mira empresários que participaram do esquema de pagamento de propinas para policias em troca de proteção nas investigações realizadas nas Operações Titanium (fraudes envolvendo o Plano de Saúde dos Correios) e Viupostalis (fraudes envolvendo o Postalis). Os mandados envolvem dois delegados da Polícia Federal, um delegado da Polícia Civil, sete empresários e cinco advogados.

Os advogados atuavam como intermédio entre os empresários e delegados e escrivão. Segundo a PF, os juristas ficavam com uma parte do valor pagos aos envolvidos. A partir de materiais obtidos em busca e apreensão, quebras de sigilo e dois acordos de colaboração premiada, a Polícia Federal e o MPF calculam que a quantia recebida pelos integrantes da organização giram em torno de R$ 10 milhões.

De acordo com a Procuradoria Geral do Rio de Janeiro, os fatos criminosos objeto da segunda fase envolvem pagamentos de propina de cerca R$ 4,3 milhões de mais 11 empresários. “Os elementos colhidos evidenciaram que o esquema criminoso revelado na Operação Tergiversação não se limitou às investigações Operações Titanium e Viupostalis e nem aos delegados de Polícia Federal inicialmente identificados, alcançando ainda inquéritos conduzidos por outros delegados que também tinham envolvimento nas atividades criminosas”, informa a procuradoria.

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