PF desarticula esquema de fraudes contra o INSS Voltar

A ação acontecia desde 2011 e o prejuízo estimado com o pagamento aos 63 beneficiários identificados, até o momento, é de aproximadamente R$ 2,8 milhões

A organização inseria informações falsas em sistemas da Previdência

A PF (Polícia Federal) e a SEPRT (Secretaria Especial de Previdência e Trabalho), do Ministério da Economia, realizaram na manhã da última quarta-feira a Operação Contagem Regressiva, na cidade de Tijucas. O objetivo é desarticular um esquema criminoso especializado em fraudes a benefícios previdenciários a pessoas inexistentes. O cumprimento de dois mandados de busca e apreensão ocorreu em um endereço comercial e em uma casa.

Durante o cumprimento do mandado de busca, foi encontrado um revólver em situação irregular que levou à prisão em flagrante de um homem por posse ilegal de arma de fogo. O detido pagou fiança e vai responder ao inquérito policial em liberdade.

A investigação da PF iniciou em 2019 e foi verificado que um grupo organizado propiciou a dezenas de pessoas o reconhecimento de tempo de serviço inexistente e, consequentemente, condições de requerer os mais variados benefícios previdenciários previstos em lei. Tais benefícios são: aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, bem como seguro-desemprego.

A organização atuava na inserção de informações falsas em sistemas da Previdência Social, especialmente vínculos empregatícios fictícios com diversas empresas do estado, inclusive inativas, por meio do encaminhamento extemporâneo de Guias de Recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e Informações à Previdência Social – GFIP. Essa ação acontecia desde 2011 e, segundo a PF, o prejuízo estimado com o pagamento aos 63 beneficiários identificados, até o momento, com indícios de fraudes, é de aproximadamente R$ 2,8 milhões.

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