PM prende pichador foragido que foi condenado à revelia a mais de 30 anos de prisão por matar dentista em 2016


Anailson Silva foi capturado na quinta (29) em São Bernardo. Ele e outros 5 pichadores foram condenados pela morte de Wellinton Silva e pela tentativa de assassinato do pai dele, de 77 anos. Vítimas tinham reclamado de pichações na casa onde moravam quando foram agredidos e apedrejados. Anailson Costa da Silva (Consys) estava foragido e foi condenado à revelia a mais de 30 anos de prisão pelo assassinato do dentista e da tentativa de morte do pai dele em 2016
Reprodução/Polícia Civil de SP
A Polícia Militar (PM) prendeu nesta quinta-feira (29) um pichador foragido da Justiça que havia sido condenado à revelia a mais de 30 anos de prisão pelo assassinato de um dentista e pela tentativa de matar o pai dele em São Paulo. Os crimes ocorreram em 2016.
Anailson Costa da Silva, de 32 anos, vulgo Consys, estava na lista de criminosos mais procurados da Polícia Civil e foi capturado pela PM em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Ele estava escondido em uma chácara.
Anailson e mais outros cinco pichadores são acusados de matar Wellinton Silva, de 39 e de tentar assassinar Manoel Antonio da Silva, de 77 anos, em 6 de agosto de 2016, na Zona Norte da capital paulista.
Os seis réus já foram condenados no ano passado a penas que variam de 26 a 46 anos de prisão, em regime fechado, pelos crimes. Mas de todos eles, Anailson era o único que ainda não havia sido preso. Com a prisão dele, todos os acusados estão detidos, segundo policiais.
Um dos seis pichadores picha a casa das vítimas: Wellinton Silva, morto com uma pedrada, e Manoel Silva, ferido no braço, que depois foi amputado
Reprodução/TV Globo
Julgamento
Anailson foi julgado à revelia em 2018 e foi condenado a 33 anos e três meses de prisão por homicídio, tentativa de homicídio, associação criminosa e pichação.
Ele já havia cumprido pena anteriormente por outro assassinato. Pela lei brasileira, porém, ninguém pode ficar mais de 30 anos preso.
Pichadores acusados pela morte de dentista, em 2016, são condenados em SP
Segundo o Ministério Público (MP), Wellinton e Manoel foram agredidos pelos seis pichadores ao reclamarem das pichações no muro da casa onde moravam. O dentista morreu após receber uma pedrada na cabeça e o idoso teve o braço amputado, por complicações dos ferimentos após ser agredido pelo grupo.
Câmeras de segurança gravaram as agressões. Elas mostram o momento da pichação e quando pai e filho saem da residência. Foram elas que ajudaram a polícia a identificar os envolvidos, que depois foram condenados na Justiça. Alguns já estavam presos preventivamente antes dos julgamentos:
Os seis condenados no processo são:
Marivone Pereira da Silva: presa e condenada a 32 anos de prisão.
Marivone Pereira da Silva
Reprodução/TV Globo
Adolfo Gabriel de Souza (vulgo THCD2): preso e condenado a 26 anos de reclusão e 43 anos, um mês e 20 dias de reclusão.
Os pichadores Adolfo Gabriel de Souza e Adilson Nascimento dos Santos estão presos
Reprodução/TV Globo
Adilson Nascimento dos Santos (Triton): preso e condenado 26 anos de reclusão e 43 anos, um mês e 20 dias de reclusão.
Lucas Rafael Siqueira Nunes (Abstracto-K): preso e condenado a 30 anos e 7 meses de prisão.
Aluizio Denis Pires da Silva (Hordm ou Ordem): preso e condenado a 36 anos e 6 meses de reclusão.
Pichador Aluízio Denis Pires da Silva
Reprodução/TV Globo
Dentista é atacado a pauladas e pedradas por grupo de pichadores em SP
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