Polícia abre inquérito para identificar responsável por abandono de 8 fetos em saco de lixo em Ribeirão Preto, SP


Fetos humanos estavam no canteiro central da Avenida Patriarca, zona Oeste da cidade. Boletim de ocorrência foi registrado como aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento. A Polícia Civil instaurou inquérito para identificar o responsável pelo abandono de oito fetos humanos, encontrados dentro de um saco de lixo no canteiro de uma avenida na zona Oeste de Ribeirão Preto (SP).
O boletim de ocorrência foi registrado na manhã desta sexta-feira (20) como aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento.
No Brasil, o aborto só é permitido por lei em três situações:
se houver risco de morte para a mulher;
se a gravidez foi provocada por estupro;
se o feto for anencéfalo.
Os fetos foram recolhidos e levados ao Instituto Médico Legal (IML). Nenhum suspeito foi identificado até o momento.
Oito fetos humanos foram achados dentro de saco de lixo na Avenida Patriarca em Ribeirão Preto, SP
Marcelo Moraes/EPTV
A Polícia Militar foi chamada por volta das 10h à Avenida Patriarca, a poucos metros da Avenida dos Bandeirantes. De acordo com os policiais, um homem passava pelo local, mexeu em um saco de lixo e encontrou os fetos em frascos.
A secretária administrativa Maria Fernanda Costa trabalhava em um escritório e foi alertada pelo homem sobre a descoberta.
“Passou um moço e falou que tinha um bebê dentro do saco. Nisso, os mecânicos foram lá para ver, me falaram e a gente chamou a viatura. Na hora que eu e minha mãe viemos aqui ver, tinha quatro fetos dentro do saco. Tinha dois que já estavam deste tamanho, via as mãozinhas, as perninhas, as cabecinhas, tudo”, diz Maria Fernanda.
Fetos humanos foram recolhidos para análise no Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto, SP
Marcelo Moraes/EPTV
A Polícia Militar acionou a perícia científica, que confirmou oito fetos humanos – uma parte estava em vidros de conserva e a outra, em sacos plásticos. A idade gestacional de cada um deve ser apontada nos exames.
Ainda não há pistas sobre quem deixou o saco na rua. O local é um dos acessos à cidade pela zona Oeste, mas quase não tem movimento de pedestres. Outra dificuldade para a investigação é que nenhum prédio da vizinhança tem câmera de segurança.
“A Polícia Civil vai cuidar desta parte investigativa, da origem do crime, se foi aborto natural, se foi criminal. Não se sabe a origem. Não sabemos se é uma clínica clandestina, se é de laboratório. A PM não tem como afirmar isso”, diz o tenente da Polícia Militar Gabriel Passos.
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