Polícia Civil faz operação contra suspeitos de vender cirurgias bariátricas feitas pelo SUS e mira vereador e candidato à reeleição no Paraná


Quadrilha é suspeita de lucrar mais de R$ 10 milhões coma venda das cirurgias; alvos de prisão são de Carlópolis, na região norte. Mandados estão sendo cumpridos em cidades da região norte e em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba
Divulgação/Polícia Civil
Dois mandados de prisão de cinco de busca e apreensão estão sendo cumpridos pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (29), na segunda fase de uma operação contra uma quadrilha suspeita de envolvimento na venda de cirurgias bariátricas, realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em um hospital da Região Metropolitana de Curitiba.
As ordens judiciais estão sendo cumpridas em Carlópolis, Santo Antônio da Platina, Jacarezinho, na região norte, e em Colombo, na região metropolitana.
De acordo com as investigações, os suspeitos furavam a fila de espera pela cirurgia, com a ajuda de várias pessoas envolvidas, e lucraram mais de R$ 10 milhões com a venda dos procedimentos.
Os alvos de prisão são um vereador e candidato à reeleição em Carlópolis, de acordo com as investigações.
Operação contra suspeitos de lucrar mais de R$ 10 milhões com venda de cirurgias bariátricas feitas pelo SUS prende 16 pessoas
Ainda conforme as investigações, o vereador é suspeito de falsificar guias do SUS. Com isso, ele possibilitava encaminhamento de pacientes, principalmente de São Paulo, para fazerem cirurgias bariátricas no hospital do Paraná. Ele é suspeito de atuar juntamente com médicos que assinavam as falsas guias.
Os suspeitos são investigados por organização criminosa, extorsão, falsidade ideológica, uso de documento falso e concussão.
Como funcionava o esquema
Conforme as investigações, o grupo criminoso entrava em contato com pessoas interessadas pela cirurgia por meio de redes sociais ou indicações. Os pacientes, muitas vezes, estavam aguardando há anos na fila para serem operados pelo SUS e acabavam aceitando pagar até R$ 3 mil pelas cirurgias, que deveriam ser gratuitas, ainda conforme a Polícia Civil.
As investigações apontam ainda que a quadrilha conseguiria receber em duplicidade os valores pagos pelo SUS ao hospital pelas bariátricas.
Os suspeitos são investigados por organização criminosa, extorsão, falsidade ideológica, uso de documento falso e concussão.
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