Polícia começa a analisar os 9 mil vídeos de pornografia infantil encontrados com homem suspeito de estuprar a filha


Segundo polícia, um dos registros mostra o homem abusando da própria filha, de 13 anos. Corporação diz que irmã da vítima já havia denunciado caso à mãe. Situação ocorreu em Rio Verde. Polícia começa a analisar os 9 mil vídeos de pornografia infantil encontrados com homem suspeito de estuprar a filha
Reprodução/TV Anhanguera
A Polícia Civil já começou a analisar os 9 mil vídeo de pornografia infantil encontrados com um homem de 45 anos, que também é suspeito de estuprar a própria filha, de apenas 13, em Rio Verde, região sudoeste de Goiás. O material estava armazenando em pen drives, cartões de memórias e um celular na casa do homem.
A corporação informou que, até o momento, o suspeito ainda não apresentou advogado. Mas alegou informalmente que desconhece quem salvou o conteúdo pornográfico nas mídias e negou ser dono dos arquivos. Sobre o estupro da filha, não se pronunciou.
De acordo com o delegado regional de Rio Verde, Carlos Roberto Batista, o intuito da análise é verificar se ele agia junto com outras pessoas e ainda se haveria outras vítimas.
“Estamos analisando o material para ver como ele teria recebido o material, se tem o envolvimento de outras pessoas e se tem mais alguma vítima próxima dele, como os outros filhos que ele tem”, disse ao G1.
Esse trabalho compreende a parte inicial da investigação. A partir dela, segundo o delegado, podem ser pedidos novos procedimentos, como enviar determinadas mídias para perícia do Instituto de Criminalística.
“A investigação cabe à Polícia Civil, que requisita as providências que achar necessário”, pontua.
Abuso da filha
O homem foi preso na noite de quinta-feira (15). Segundo a Polícia Civil, em uma das imagens, ele estupra a própria filha.
Mídias e celular apreendidos com suspeito de estuprar filha em Rio Verde tinham 9 mil vídeos de pornografia infantil
Reprodução/TV Anhanguera
De acordo com a polícia, os cartões de memória e pen drives têm conteúdo envolvendo crianças entre 3 e 12 anos de idade. O delegado revela que as 11 mídias de armazenamento estavam guardadas em um quarto trancado, a que só o homem teria acesso, apesar de negar o crime.
A investigação foi desmembrada em duas partes: a a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) vai tratar sobre a apreensão das mídias pornográficas. Já a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) tratará da apuração sobre o suposto estupro da garota.
Irmã denunciou caso à mãe
A polícia apurou que a filha mais velha do suspeito contou à mãe que a irmã mais nova havia sido estuprada pelo pai. Segundo a corporação, a mulher alegou que estava tentando achar uma prova para denunciar o marido.
“A mãe pediu que a mais velha tentasse filmar para ter prova. A filha conseguiu, mas o pai ficou sabendo da gravação e quebrou o celular, destruindo a prova”, disse o delegado Caio Martines, que realizou a prisão.
Também de acordo com o investigador, apesar de o homem ter destruído essa gravação, havia outra em que ele aparecia abusando da mesma filha, que atualmente tem 14 anos. O vídeo estava salvo entre os arquivos de pornografia infantil.
“Tinha um vídeo dele estuprando a própria filha no meio dos outros. Ele diz que não sabia das imagens e se exime da responsabilidade”, afirmou o delegado.
Segundo o delegado, como as investigações estão em andamento, ainda está sendo apurada a conduta da mãe. Os agentes querem saber se ela não protegeu a filha mesmo sabendo do abuso ou se realmente fez o que conseguiu diante da situação.
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