Polícia faz busca no gabinete do governador do Pará e prende dois secretários

A Polícia Federal investigou a suspeita de fraudes em contratos do governo do Pará com quatro organizações sociais. De agosto de 2019 a maio de 2020, os contratos somaram R$ 1,2 bilhão. Polícia faz busca no gabinete do governador do Pará e prende dois secretários
A polícia fez buscas no gabinete do governador do Pará, Helder Barbalho, do MDB, e prendeu empresários e dois secretários de estado.
A Polícia Federal investigou a suspeita de fraudes em contratos do governo do Pará com quatro organizações sociais, as chamadas OSs. Duas delas também estão sendo investigadas no interior de São Paulo. De agosto de 2019 a maio de 2020, os contratos somaram R$ 1,2 bilhão.
A polícia prendeu 11 empresários e servidores públicos. Entre eles, Parsifal de Jesus Pontes, ex-chefe da Casa Civil e atual secretário de Desenvolvimento Econômico. Segundo a PF, Parsifal operava o suposto esquema de fraudes no governo do Pará.
Também foram presos Leonardo Maia Nascimento, assessor de gabinete do governador e responsável pela comissão que selecionou as organizações sociais, e Nicolas André Tsontakis Morais, que faria a ponte do governo do Pará com as OSs. Na casa dele, a polícia encontrou o equivalente a R$ 467 mil reais em dólares, euros e reais, uma máquina de contar dinheiro e carros avaliados em mais de R$ 3 milhões.
A Polícia Federal descobriu que o cartão de crédito de Nicolas era usado por Parsifal Pontes para fazer compras pessoais ou de terceiros, o que seria uma das formas de retorno do dinheiro desviado ao núcleo político.
O governador do Pará, Helder Barbalho, do MDB também está sendo investigado
No pedido que fez ao STJ, o Ministério Público Federal afirmou que o governador possivelmente exercia “função de liderança na organização criminosa” e “tratava previamente com empresários e com o então chefe da Casa Civil sobre assuntos relacionados aos procedimentos licitatórios que, supostamente, seriam loteados, direcionados, fraudados e superfaturados”.
A Polícia Federal realizou buscas no gabinete do governador.
Segundo a PF, essa mesma organização criminosa é suspeita de fraudes milionárias e pagamento de propina na compra emergencial de cestas básicas para alunos da rede pública, de respiradores que não funcionam em leitos de UTI para Covid e até em uma obra em uma rodovia estadual.
A polícia identificou uma transferência bancária de R$ 331 mil feita por Nicolas Morais na conta de Antônio de Pádua Andrade, secretário de Transportes do Pará, também preso na operação desta terça (29). O depósito seria propina pela contratação, por R$ 25 milhões e sem licitação, de uma empresa para fazer a manutenção de uma ponte no interior do estado.
O governo do Pará declarou que apoia qualquer investigação que busque a proteção do erário público.
O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa de Nicolas André Morais.
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