Preso pai suspeito de matar bebê de 3 meses em Florianópolis

Um homem foi preso em flagrante na sexta-feira (25) suspeito de matar a filha, uma bebê de três meses, em Florianópolis. Os indícios colhidos pela investigação apontam que ele golpeou a bebê contra a parede. O caso é investigado como “feminicídio de bebê”.

SAMU foi chamado para atender engasgamento, mas IGP atestou traumatismo craniano – Foto: Divulgação/ND

De acordo com a Polícia Civil, a família é natural do Rio Grande do Sul, mas residiam em Florianópolis há cerca de uma semana. Moravam na Capital os pais, a bebê e um garoto de sete anos – filho da esposa. Não foi informado a idade dos dois responsáveis.

Os pais acionaram o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no dia do ocorrido, relatando que a bebê tinha morrido após sofrer engasgamento com leite. O socorrista, entretanto, percebeu que a bebê tinha sinais de maus tratos, informa o delegado  Júlio César Lima Feitosa, da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso).

Então, o socorrista acionou a Polícia Civil. Dentro de algumas horas os peritos do IGP (Instituto Geral de Perícias) atestaram que a criança sofreu, na verdade, traumatismo craniano. Os policiais levaram a família para prestar depoimento.

Agressões eram constantes

A mãe da criança afirmou que o pai golpeou a bebê contra a parede pois não conseguia colocá-la para dormir. Além disso, disse ainda que a menina já vinha sofrendo maus tratos, brincadeiras violentas e que apresentava marcas roxas de maneira recorrente.

De acordo com o delegado, a mãe afirmou não ter feito denúncia anteriormente devido a ameaças por parte do pai. Ela solicitou medida protetiva, com medo de sofrer retaliações do marido. A participação dela no crime ainda é investigada pela polícia.

Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal seguida de morte mediante violência doméstica. Entretanto, após os depoimentos “e como era uma criança do sexo feminino, onde o genitor assumiu o risco de matar, caracterizou feminicídio”, disse Feitosa.

O pai defende que a criança morreu engasgada, mas foi preso preventivamente. A investigação tem prazo de conclusão previsto em dez dias após a prisão preventiva. Assim, deve ser encerrada até a próxima semana. Já foram colhidos depoimentos de vizinhos e do filho da esposa, que presenciou o suposto crime.

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