Professor de artes é investigado após envio de foto nu e referência ao naturismo em grupo de alunos no WhatsApp


Segundo o boletim de ocorrência, imagem foi enviada para alunos do 7º ano do ensino fundamental em escola estadual de Campinas. Polícia Civil investiga o caso e Secretaria de Educação vai afastá-lo. 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas investiga o caso
Luciano Calafiori/G1
A 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas (SP) e a Secretaria Estadual de Educação apuram a denúncia contra um professor que teria enviado uma foto nu em um grupo de WhatsApp com alunos do 7º ano do ensino fundamental. Segundo um boletim de ocorrência e um print enviados à reportagem, o docente de artes mandou a imagem acompanhado de mensagens que fazem referência ao naturismo.
A foto foi enviada na manhã desta quinta-feira (15), segundo um boletim de ocorrência registrado pela mãe de uma aluna. De acordo com o registro, o grupo foi criado pelos alunos para postar atividades da matéria.
A mãe informou, no boletim de ocorrência, que o docente estaria se aposentando e, na quarta-feira, despediu-se dos alunos e disse que daria aulas até o fim deste mês. Também afirmou que foi um prazer “atuar um pouquinho na história de vocês, dentro ou fora da arte” e disse que deixou uma pasta com atividades.
Já na manhã desta quinta, às 7h43, enviou uma sequência de mensagens com os dizeres: “Professor é natu, professor é rismo, professor é naturismo”.
Em seguida, mandou uma foto em que aparece nu e segura um copo de leite com achocolatado. “Bom dia pelados, com achocolatado gelado e corpo pelado”, diz a mensagem.
O print da conversa mostra que alguns integrantes deixaram o grupo logo em seguida.
Afastado
Em nota, a Diretoria Regional de Ensino informou que abriu um processo de apuração logo após saber do caso e que o docente será afastado. “A DRE está à disposição dos pais e responsáveis pelos alunos para quaisquer esclarecimentos”, informou.
Já a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) confirmou que investiga um homem por divulgar fotos e vídeos “contendo pornografia envolvendo criança ou adolescente (artigo 241-A do ECA)”. “Um boletim de ocorrência foi registrado nesta quinta-feira (15) na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas, responsável pela investigação”.
O G1 tentou contato com o professor por meio de um telefone que seria dele, mas a ligação não completou.
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