Professores falam sobre desafios e amor pela profissão: ‘maior satisfação é ver evolução do ser humano’


Nesta quinta-feira, 15 de outubro, é celebrado o Dia do Professor, aquele que forma todas as outras profissões. Educadores de todo o estado destacaram a desvalorização e também o prazer de transmitir o conhecimento. Professores desempenham um papel fundamental para o desenvolvimento da sociedade
A profissão que forma todas as outras é uma das mais desvalorizadas do país. É o professor que ensina as primeiras letras, traz a compreensão sobre os números, conta histórias e repassa conhecimento sobre o mundo e a vida. Nesta quinta-feira, 15 de outubro, os educadores do Tocantins falam sobre o amor, a desvalorização e os desafios do dia a dia.
Já dizia Cora Coralina: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. É assim na vida da professora de Gurupi, Elielma Nunes Almeida Martins. A profissão é uma paixão desde a infância.
Para atrair a atenção dos alunos, ela abusa da criatividade. Nas aulas, usa fantasias de palhaça, boneca de lata, branca de neve e da boneca Emília. Todo esse esforço é para passar o conhecimento de maneira simples, mas de forma a provocar impacto e prender o olhar da criançada.
“Desde criança, eu tinha vontade de ser professora. Então, eu fiz magistério, me formei em letras e também fiz pedagogia. Acredito que nada é melhor do que fazer aquilo que você gosta, que você ama. Eu tenho muito orgulho de ser uma professora”.
Professora Elielma Nunes usa fantasias e muita criatividade para atrair a atenção dos alunos
Reprodução/TV Anhanguera
Já na capital, a professora Elzielen Tavares foi se apaixonando pela profissão com o tempo. Mas, se ela pudesse voltar no passado, não mudaria nada. “Fui me apaixonando, me apaixonando pelo ensino e gostando das crianças. Foi muito bom”.
Para esses profissionais, a pandemia trouxe mais desafios. Foi preciso se reinventar, aprender a usar a internet para transmitir o conteúdo. A distância das salas de aula fez com que muitas pessoas olhassem diferente para quem contribui tanto para o conhecimento, na visão da educadora.
“A sociedade viu o quanto nós somos importantes para o ensino e aprendizado porque a gente vê muitos pais reclamando que não dão conta de ensinar seus filhos em casa. A gente vê as crianças falando: ‘Eu quero a minha professora, minha mãe ou meu pai não dá conta de me ensinar’. Então começou-se a ter esse olhar para o professor”, disse Elzielen.
Eles dedicam muitas horas da vida para contribuir com o aprendizado de outras pessoas. É uma profissão que dá base para todas as outras. Para Luana Oliveira, professora do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), a atividade proporciona uma troca, ao mesmo tempo que ensina, aprende também.
“Eu aprendi muito com os meus alunos. Eu sou professora de ensino superior, mas também sou professora do ensino médio, sou professora do PROEJA, que é o Programa de Educação de Jovens e Adultos. São pessoas de mais idade, adultos, que não estudam há muitos anos, que normalmente têm uma vida muito sofrida. Eu aprendo muito com as histórias de vida deles, com os saberes que eles carregam”.
O professor Antônio Carlos de Araguaína leciona há 23 anos
Reprodução/TV Anhanguera
Em Araguaína, o professor Antônio Carlos Dias Mendonça leciona há 23 anos. Ele acredita que a atividade pode mudar vidas e histórias.
“Tenho sempre o pensamento de que eu sou uma ponte de levar conhecimento aos meus alunos e contribuir no processo de evolução enquanto ser humano e cidadão brasileiro. E ser professor não é apenas transmitir conhecimento. É mudar vidas, mudar histórias. E mais do que aprendizagem, a maior satisfação para nós enquanto educadores é ver a realização não só material, mas a evolução do ser humano”.
A origem do Dia do Professor começou no dia 15 de outubro de 1827, quando o imperador Dom Pedro I criou o ensino elementar no Brasil. Mas a data só foi oficializada em 1963 com o decreto do presidente João Goulart. Mesmo depois de tanto tempo, os profissionais lutam por mais valorização.
Cada profissional tem uma história de luta e superação. Mesmo com as diversidades, eles continuam acreditando na educação como base para um mundo melhor, mais igualitário e de mais oportunidades. Os presentes nessa data comemorativa seriam mais respeito e mais valorização.
“Nesse dia, eu quero parabenizar a todos os meus colegas, educadores desse país e dizer que a nossa luta é grande, mas acreditamos ainda na nossa valorização”, disse Antônio.
“Peço mais respeito pela nossa profissão porque sem dúvida é uma das profissões mais importantes que nós temos, que ensina a formar todas as outras”, destacou Luana.
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