Quatro maiores do Sul de MG totalizam 21,82% do total de casos de Covid-19 da região


De acordo com a SES-MG, o Sul de MG tem 27.312 contaminações, sendo que 5.962 foram registradas entre Poços de Caldas, Pouso Alegre, Varginha e Passos. Sul de Minas passa dos 27 mil casos de Covid-19; confira a evolução nas principais cidades
Durante o fim de semana, o Sul de MG registrou 792 casos de Covid-19, sendo que 20 mortes também entraram no boletim da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Destas contaminações, 189 ocorreram nas quatro maiores cidades da região: Poços de Caldas, Pouso Alegre, Varginha e Passos.
De acordo com a SES-MG, a região contabiliza 27.312 casos, com 695 mortes. Os quatro maiores municípios do Sul de MG totalizam 5.962 destes casos (sendo 151 óbitos em decorrência da doença), o que representa 21,82% das infecções da região.
Pouso Alegre é a cidade com mais casos da região, com 2.725 infecções, sendo 58 mortes. Dos quatro maiores municípios do Sul de Minas, Poços de Caldas é o segundo em número de contaminações: 1.196, com 33 óbitos. Depois vem Passos com 1.044 casos, sendo 24 mortes, e Varginha com 997 contaminações, sendo 36 óbitos.
Poços de Caldas
Poços de Caldas foi a primeira cidade a registrar casos do novo coronavírus na região: em março foram dois. Em abril foram dez casos e duas mortes, sendo que em maio foram mais 56 casos e uma morte.
Em junho, foram quase 100 casos a mais e outras três mortes foram registradas na cidade. Em julho, o número de casos subiu quase 150%: foram 241 casos, com cinco mortes.
Em agosto foram 394 casos e nove mortes. Já em setembro, até o momento, foram 362 casos e 13 mortes.
No total, agora, pela secretaria estadual de saúde Poços de Caldas tem 1.196 contaminações, com 33 mortes.
O Secretário Municipal de Saúde, Carlos Mosconi, falou sobre a reabertura do turismo que foi uma das últimas flexibilizações aqui na cidade e também sobre como o atendimento no ambulatório do Hospital de Campanha ajuda a entender a doença na cidade.
“Já tem um mês que nós abrimos o turismo, não houve nenhum sobressalto. Continuamos insistindo no contingenciamento, na higienização, no uso de máscaras e para quem puder ficar em casa. Os leitos de UTI também estão de maneira estável, abrimos novos 30, sendo que o Hospital de Campanha não precisou até agora ser utilizado. Estamos utilizando o ambulatório do hospital de campanha, atendemos mais de 1.000 pacientes por mês e ali é uma boa referencia para saber se está aumentando. A impressão que temos é que estamos em uma fase de estabilidade. Mas temos que ter os pés no chão, a doença não acabou. Estamos vendo que na Europa há países voltando [a fechar diversos setores]. Coloco como referência a vacina, até lá a doença não acabou”, disse.
Secretário Municipal de Saúde crê em estabilidade no número de casos em Poços de Caldas (MG)
Reprodução/EPTV
Pouso Alegre
Em Pouso Alegre, assim como em Poços de Caldas, o número de casos diminuiu esse mês, mas o número de mortes comparado com o mês passado aumentou 68%.
A Covid-19 demorou um pouco mais pra chegar a Pouso Alegre. Até o fim de março não havia nenhum caso e nenhuma morte na cidade. No mês de abril foram 22 casos e duas mortes.
O aumento nos casos foi rápido e em maio foram registrados 90 casos, em julho já foram 206. Os dois meses registraram uma morte em cada.
Só durante o mês de julho foram 11 mortes, além de 594 casos foram registrados. O mês de agosto até agora foi o que teve maior número de casos, foram quase 900, além de 16 mortes. Já em setembro, até o momento, foram 858 contaminações, além de 27 óbitos.
Pouso Alegre contabiliza até o último boletim divulgado pela SES-MG, 2.725, sendo 58 mortes em decorrência da doença.
A produção da EPTV, afiliada Rede Globo, solicitou à Prefeitura de Pouso Alegre uma análise sobre a evolução de casos na cidade. Mas, até esta publicação, não obteve retorno.
Varginha
Em Varginha, a situação é um pouco diferente da encontrada em Pouso Alegre e Poços de Caldas. Além de queda de casos, setembro trouxe até agora também uma queda no número de mortes quando se compara a agosto.
Em março não havia nenhum caso da doença em Varginha. Em abril, foram 15 casos e uma morte. Maio teve 49 contaminações e dois óbitos. Em junho, foram 86 e três mortes.
Em julho foram 167 casos e uma morte. Durante o mês de agosto, foram 20 mortes confirmadas na cidade e 329 casos.
Já em setembro, até agora, são 315 casos e nove novas mortes em decorrência da doença. Até o momento, Varginha tem 997 contaminações, sendo 36 mortes.
“Temos percebido uma queda significativa de entrada de casos novos no setor de vigilância epidemiológica da cidade. Há um trabalho de monitoramento e telemonitoramento dos casos de síndrome gripal. É um trabalho que nos leva a pinçar os casos de Covid-19 e fortalecer as medidas de prevenção junto à população. Precisamos que uma parcela da população que não aderiu às medidas de prevenção, passe a aderi-las”, disse o Secretário Municipal de Saúde, Luiz Carlos Coelho.
Secretário Municipal de Saúde, Luiz Carlos Coelho, fala em queda no número de novos casos em Varginha (MG)
Reprodução/EPTV/Devanir Gino
Passos
Já Passos passou, nesta segunda-feira, dois 1.000 casos de Covid-19. A cidade contabiliza 1.044 contaminações, sendo 24 mortes.
A Covid-19 demorou mais para chegar a Passos, se comparado com as outras cidades mais populosas da região. Em março, nenhum caso foi registrado e em abril apenas um.
Em maio, foi registrada a primeira morte e 19 casos foram registrados. No mês de junho, foram 33 casos e duas mortes. Em julho, as confirmações tiveram aumento, sendo que o mês acumulou 246 casos e três mortes.
Em agosto o número continuou subindo: 348 infecções e nove mortes. Já em setembro, o número de confirmações já é maior do que o do mês passado: foram 373 contaminações e nove mortes.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, por meio de nota oficial, a cidade foi beneficiada, até certo ponto, por ter reagido rápido no enfrentamento da Covid-19. A nota diz ainda que a evolução foi mais lenta devido ao uso obrigatório de máscaras e a formação de um comitê.
A secretaria ressaltou ainda a estrutura hospitalar e que continua seguindo os protocolos de segurança.
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