Queijo colonial de Rio do Sul ganhará selo para venda nacional

O queijo colonial produzido na Queijaria Famiglia Baldo, em Rio do Sul, passa agora a ser o segundo produto catarinense a receber o Selo Arte, que permite a comercialização nacional do produto.

Isso, após a entrega oficial para os proprietários nesta quarta-feira (18), pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina).

O casal Samuel e Charlana Baldo são os responsáveis pela queijaria e produzem o queijo colonial de formas diferenciadas. Além da receita tradicional, eles oferecem também um queijo com ervas finas e outro com um tempo de maturação bem estendido.

Selo começou a ser concedido em setembro – Foto: Divulgação/Paulo Santhias/SAR/ND

“O Selo Arte representa a possibilidade de comercialização em nível nacional. Além disso, ele demonstra para o consumidor que aquele é um produto artesanal, com aval da Cidasc e do Ministério da Agricultura. Um produto artesanal tem algo a mais, não é só a questão do saber fazer, mas tem todo o carinho e a dedicação dos produtores. Tem uma história por trás. Quem compra um produto artesanal compra uma história junto”, afirma Samuel.

O Selo Arte permite a comercialização de produtos como queijos, embutidos, pescados e mel em todo território nacional. O estabelecimento deve estar submetido ao serviço de inspeção oficial (municipal, estadual ou federal) para receber a certificação. A Queijaria Famiglia Baldo, por exemplo, está submetida ao Serviço de Inspeção Municipal.

Para ser considerado artesanal, o produto deve ser individualizado, genuíno e manter as características tradicionais, culturais ou regionais. Além disso, deverá ser regulamentado e reconhecido como artesanal pelo Governo do Estado.

A entrega do selo começou em setembro, e o queijo da família Zanelato, de Bom Retiro, foi o primeiro produto a receber a certificação.

“Os produtos artesanais representam a cultura de Santa Catarina. Um produto artesanal é o resultado do trabalho da família, da história daquelas pessoas e do saber fazer que passa de geração em geração. O Selo Arte é uma grande oportunidade para que os produtores possam abrir mercado em todo o país, divulgando a nossa cultura e a qualidade da nossa produção. Para a família essa é uma grande conquista, que se transforma em benefícios também para o município e para todo o estado”, destaca o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

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