Quem é a primeira mulher a assumir o Governo do Estado? Voltar

A então vice-governadora Daniela Reinehr assumiu o cargo após o afastamento de Carlos Moisés, por conta da decisão do Tribunal Especial de Julgamento na Alesc

O afastamento temporário de Moisés pode se estender por um prazo de até 180 dias 

 

Santa Catarina tem pela primeira vez uma mulher como governadora. A então vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido), assumiu o governo do Estado, após o afastamento de Carlos Moisés (PSL), por conta da decisão do Tribunal Especial de Julgamento na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), que ocorreu na madrugada do último sábado. Reinehr também era alvo de denúncia, que foi rejeitada. A votação ficou empatada e foi o voto do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), Ricardo Roesler, que definiu a manutenção de Reinehr no governo. 

Daniela Cristina Reinehr nasceu no dia 4 de abril de 1977, na cidade de Maravilha, Oeste de Santa Catarina. Aos 43 anos ela se torna a primeira mulher a assumir o governo de Santa Catarina. Reinehr, inclusive, já havia comandado interinamente o Estado entre os dias 6 e 17 de janeiro, durante licença de Carlos Moisés. Casada e mãe de dois filhos, Reinehr é advogada há 19 anos, com experiência em Direito Empresarial, Administrativo, Comércio Exterior e Direito Civil. Além disso, é produtora rural, ex-policial militar, empreendedora e defensora das causas de pessoas com necessidades especiais. 

Daniela Reinehr formou família em Chapecó, onde passou a dedicar-se ao exercício do Direito. Foi na cidade também que ela decidiu ingressar na vida política. Na época da campanha eleitoral em 2018, foi considerada uma outsider, como quase todos os candidatos do PSL, partido pelo qual ela concorreu às eleições ao lado de Carlos Moisés e que deixou em 2019. 

Durante a campanha, Reinehr costumava dizer que não queria ser uma “vice decorativa” (em alusão à carta do então vice-presidente Michel Temer à presidenta Dilma Rousseff, que se tornou pública em 2015. Ele viria a assumir o cargo de presidente cerca de um ano depois após o impeachment de Rousseff) e que estaria à disposição sempre que o partido requisitasse. 

Reinehr ingresso no partido em 2018 após despontar como uma liderança do movimento Nas Ruas, em Chapecó. A princípio, era pré-candidata a deputada estadual. Na convenção do partido na época, depois da decisão de apresentar um candidato ao governo, o nome da novata na política surgiu com destaque. Assim, Reinehr passou a ocupar, em 2018, a segunda posição mais importante do Executivo estadual. 

ESPERA SER ARQUIVADO 

Carlos Moisés afirmou ter confiança na Justiça e convicção de que o processo de impeachment deve ser arquivado definitivamente. A declaração ocorreu em uma coletiva de imprensa realizada na Casa D´Agronômica, na qual o chefe do Executivo estadual também avaliou que os quatro votos dos desembargadores foram muito incisivos no sentido da falta de justa causa legal da denúncia. O afastamento temporário das funções pode se estender por um prazo de até 180 dias. 

“Nós acreditamos no arquivamento definitivo. Com esse mesmo resultado do Tribunal Misto (6 a 4), não se opera o afastamento definitivo e a perda do cargo público. Acreditamos na manutenção desses votos pelo Poder Judiciário catarinense, que foi absolutamente independente”, afirmou Carlos Moisés. Ele também informou que já conversou com Daniela Reinehr sobre a transição da gestão do Executivo Estadual. Os secretários de Estado e integrantes de primeiro escalão já realizam reuniões com ela a fim de garantir que os projetos e ações não sofram interrupção. 

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