Renda Cidadã entrará na PEC emergencial e terá pelo menos R$ 25 bilhões a mais que o Bolsa Família

O novo programa social do governo que foi rebatizado de Renda Cidadã estará contido dentro da PEC emergencial e terá pelo menos R$ 25 bilhões a mais que o Bolsa Família, podendo atingir R$ 30 bilhões extras. Mesmo assim, o valor não vai atingir o benefício de R$ 300, como chegou a ser cogitado antes.
“O valor ficará mais baixo. Ficará entre R$ 200 e R$ 300 neste primeiro momento. Para isso, tivemos que encontrar uma nova solução orçamentária. Mas não vamos furar o teto. Nesse debate, chegou a ser pensada numa solução extra teto. Porém, não era ideal e a equipe econômica encontrou uma solução”, disse ao blog o relator da PEC emergencial, senador Márcio Bittar (MDB-AC).
Segundo ele, o valor deverá ser aumentado a cada período conforme o aumento do espaço no Orçamento. O anúncio das linhas gerais do novo programa social do governo deve ser anunciado hoje em reunião do presidente Jair Bolsonaro com líderes da base aliada.
Também deve ser anunciada uma nova etapa da proposta do governo de reforma tributária com a criação de um imposto digital para compensar a desoneração permanente da folha de todos os setores da economia.
Bittar está confiante na aprovação da PEC emergencial que trará não só o Renda Cidadã, mas também vai estabelecer os gatilhos para manter o teto dos gastos públicos, inclusive com a possibilidade de redução de salário dos servidores em até 25%. Em paralelo, seguirá a tramitação da PEC do pacto federativo. “O governo retomando agenda”, disse Bittar.
“Está que nem a música do Tim Maia: Vale tudo. Só não pode aumentar a carga tributária e mexer no teto dos gastos. O resto vale”, reforçou o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).
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