São Caetano do Sul começa a testar 4.500 funcionários de escolas para mapear pandemia de coronavírus na rede de ensino

Trabalhadores começaram a participar nesta segunda (28) do inquérito sorológico para saber quem teve contato com o vírus na cidade do ABC. São Caetano do Sul começou a testar nesta segunda-feira (28) os 4.500 funcionários das escolas públicas municipais e estaduais da cidade do ABC Paulista. O objetivo é mapear a pandemia de coronavírus na sua rede de ensino.
São 4 mil trabalhadores do ensino municipal e outros 500 do estadual. Eles passaram por testes sorológicos, que é aquele feito com amostra de sangue, em drive thrus montados em alguns locais de São Caetano.
Os resultados dos exames ficam prontos em 15 minutos e são entregues aos funcionários, que aguardam nos seus carros.
Com os testes, a prefeitura de São Caetano poderá avaliar e definir como será feita a retomada das aulas presenciais, quando elas forem liberadas pelo governo estadual.
Por enquanto, os alunos estão tendo aulas à distância, por meio de computadores interligados com seus professores.
Os profissionais que terão de lidar diariamente com crianças e adolescentes podem agendar seus exames pela internet. Eles podem ser realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h.
Além dos testes nos funcionários de educação, São Caetano já testou outros profissionais por drive thru ou por outro meio desde abril. Mais de 70 mil pessoas já passaram por exames na cidade, o equivalente a 43% da população.
“O meu resultado deu negativo, tá tudo sob controle. E eles me deram orientações para continuar usando máscara”, disse o professor Nelson Gerdelli, da rede municipal.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Regina Maura Zetone, o inquérito epidemiológico da educação vai ajudar a pasta a traçar novos rumos para a volta às aulas presenciais.
“Depois de fazermos um inquérito epidemiológico nos estudantes todos da rede municipal, desde o infantil, fundamental 1, fundamental 2, ensino médio e ensino superior, nós verificamos que a prevalência [da doença] é muito pequena entre todos os estudantes e também entre os educadores, professores e funcionários da educação”, disse a secretária Regina.
“A gente precisa ter certeza de que está todo mundo bem pra voltar as aulas”, disse a professora municipal Argentina dos Santos.
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