Secretária de Educação Básica do MEC afirma que pandemia deve piorar baixo rendimento de alunos

 

A situação educacional do Brasil é de extrema gravidade. A avaliação é da secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Ilona Lustosa,  que participou, nesta segunda-feira (20), da comissão mista do Senado que acompanha as medidas do governo federal de enfrentamento à pandemia de Covid-19.

No discurso de abertura, por videoconferência, Ilona Lustosa fez um panorama da educação no país, e ressaltou que a situação de calamidade pública deve piorar ainda mais os índices de rendimento escolar.

Para ilustrar os problemas vividos na educação, Ilona Lustosa citou os dados do último Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2018 – divulgado no fim do ano passado – que demonstram que o Brasil tem baixo rendimento em leitura, matemática e ciências, se comparado com outros 78 países que participaram da avaliação.

Ariosto Antunes, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, falou sobre o cenário encontrado nas instituições de ensino técnico da rede pública. De acordo com ele, uma das metas durante a pandemia é disponibilizar pacotes de dados de internet para que alunos de baixa renda possam retomar as atividades de forma remota.

Com esse projeto, o MEC espera atingir pelo menos 400 mil alunos, mas o objetivo principal é que os 900 mil alunos que recebem até um salário mínimo sejam contemplados.

De acordo com o secretário, ao todo, são 42 Institutos Federais que ofertam formação técnica em 662 campi espalhados pelo território Nacional. Dessas 42 sedes, sete estão oferecendo aulas remotas. A expectativa é que entre 13 e 20 retomem as atividades até o fim de julho.

As instituições particulares também estiveram representadas na comissão mista do Senado. Ademar Batista, presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, falou da preocupação do setor com relação à sobrevivência após a pandemia. Ele frisou a necessidade de se pensar em como será o novo modelo de escola.

Ademar Batista também mostrou preocupação com o aumento do desemprego desencadeado pela falência de escolas particulares, uma vez que esse setor emprega em torno de um 1,5 milhão de profissionais, dentre os quais 800 mil são professores.

Além dessas questões, Ademar alertou para um possível colapso do setor de educação, já que, com o fechamento definitivo de instituições privadas, a tendência é que cada vez mais alunos migrem para escolas públicas, o que poderia causar dificuldades de acolhimento dessas crianças e adolescentes nas redes estaduais e municipais de ensino.


Com Agências