Servidora comissionada de São Carlos é condenada a pagar R$ 10 mil e prestar serviço comunitário por injúria racial


Funcionárias registram boletim de ocorrência na DDM alegando que sofriam perseguição por parte de mulher por serem negras. Fundação Pró-memória de São Carlos
Fabio Rodrigues/G1
A 2ª Vara Criminal de São Carlos (SP) condenou a servidora pública comissionada Carla Maria Campos a pagar R$ 10 mil e prestar serviço comunitário pelo crime de injúria racial cometido contra duas funcionárias da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida em 2019.
O G1 ainda não conseguiu contato com a servidora ou a defesa dela. A prefeitura informou que ainda não foi comunicada oficialmente pela Justiça. Carla continua comissionada como diretora do departamento de Patrimônio Cultural da Fundação Pró-Memória.
Decisão
A decisão foi publicada na quarta-feira (28). No documento, Carla assumiu ao juiz Claudio do Prado Amaral ter praticado o crime em fevereiro do ano passado. Na ocasião, as vítimas alegaram que sofreram perseguição por parte da então chefe por serem negras.
Segundo a decisão, a penalidade inclui o pagamento de R$ 10, 4 mil, que serão destinados ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (Fumcad) a pedido das vítimas, e a prestação de serviços à comunidade em uma jornada de trabalho de 50 horas, que deverá ser cumprida em quatro meses.
Segundo a prefeitura, a sindicância aberta para apurar o caso na época foi encerrada e que segue em andamento um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
Entenda o caso
Caso foi registrado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Carlos
Fabio Rodrigues/G1
Carla exercia o cargo comissionado de chefe de gabinete da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida desde 9 de janeiro de 2017.
Segundo registro do Boletim de Ocorrência, as servidoras disseram que sofriam perseguição por parte de Carla por serem negras.
Uma das denunciantes disse em depoimento que, durante uma discussão, a servidora a humilhou dizendo que “até você chegar, nos éramos unidos, agora tudo está com uma nuvem preta” e entregou o áudio do diálogo à polícia.
Um inquérito foi aberto na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para apurar as denúncias.
A servidora foi exonerada em julho de 2019 e recontrata um mês depois.
*Com informações do site A Cidade ON/São Carlos.
Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
Tags .Adicionar aos favoritos o Link permanente.