Siderópolis: Joênio e Nazareth querem um governo participativo

Um governo participativo. Essa é a proposta de Joênio Marques e Nazareth Damin, que formam a chapa do PL para as eleições à Prefeitura de Siderópolis. E para isso, destacam a identificação com a própria comunidade.

Ele, é um homem negro, enquanto ela, é uma mulher descendente de italianos. “Queremos fazer um governo participativo, em que a cidade cuida das pessoas e as pessoas cuidam da cidade. De forma que a dignidade das pessoas seja respeitada de maneira local. Fazer uma prestação de contas para a sociedade. E queremos fazer algo diferente. A cidade está respirando um fato novo. Eu fui o primeiro vereador negro eleito. Agora, a gente vive esse momento histórico. A cidade aceitou como algo realizador e diferente. A gente pergunta: gosta de minestra? Então é Nazareth e Joênio”, brinca o candidato a prefeito, que é bacharel em Direito.

“Somos pessoas comuns, que representam pessoas comuns. Esse é o nosso diferencial. Juntamos duas formas diferentes. Em que as peças se veem representadas por nós. Porque somos pessoas sem vícios. Somos pessoas corajosas. Vemos uma cidade com potencial. Nas mãos apenas de alguns, e não para todos. Juntamos duas formas. Eu da comunidade de Santa Luzia, e conheço nossas comunidades de forma geral, e o Joênio na parte do centro. Vamos fazer um governo participativo, onde tanto nós vamos, como eles vem. Essa é a nossa ideia. O povo quer ser visto, quer ser encontrado”, completa a candidata a vice-prefeita, que é nutricionista.

Transparência

Uma questões defendidas por Joênio é a transparência. Para isso, ele defende a constante prestação de contas e a criação de um portal de fácil acesso, para que qualquer cidadão consiga encontrar as informações de maneira facilitada. “Quando a gente diz que conhece casa por casa, homem por homem, é porque queremos fazer um governo inclusivo. Apresentar as contas. Sem a contabilidade muito pesada. Fazer um portal da prefeitura, para que as pessoas comuns entendam”, explica.

O candidato também destaca a necessidade de pensar no turismo e na questão do desenvolvimento a longo prazo. “O nosso município tem uma particularidade interessante. Poucas pessoas sabem que a Barragem do Rio São Bento é sediada no território sideropolitano. Restaurante Ghellere, Romagna, Reserva do Aguaí. É tudo em Siderópolis. Só que a gente não está tendo uma força que destaque essas coisas. Somos o terceiro maior território da Amrec, com 235,66 quilômetros de área territorial. Maior que Criciúma. Fala-se muito em turismo, mas efetivamente não temos nada. Precisamos de técnicos. Realizar um trabalho neste sentido. Temos que prensar para onde a cidade vai crescer”, analisa.

Saúde e ações

A saúde é uma das áreas em que os candidatos prometem dar destaque. “Não se faz saúde sem saneamento básico. No nosso município, é uma das falhas que nós temos a coleta e tratamento de esgoto. E fazer mais equipes multidisciplinares, onde a gente possa atuar de forma preventiva no foco. A saúde secundária custa muito mais cara que a preventiva. Saúde pública com ações de qualidade. O nosso SUS é um plano de saúde maravilhoso. A lei dele não tem igual. Mas uma falha que tem é tratar doentes. A nossa população cresceu, aumentou. Não estamos dando conta de tratar doenças. Temos que tratar da prevenção. E além disso, o conceito de saúde não é não estar doente. Relata à renda, alimentação. Segurança pública. Educação. Em Siderópolis, hoje não temos mobilidade. Não temos um parque onde as pessoas possam ter lazer. A prevenção não vai ocorrer da noite para o dia. Mas precisamos começar”, destaca Nazareth.

Na educação, Joênio destacou a necessidade de integrar escola e comunidade. “Se discutia lá atrás, quando o Tiririca ganha as eleições, se ele iria assumir, pois era analfabeto. O problema não era o Tiririca saber ler ou não. O culpado não era o Tiririca. O culpado era o prefeito que deixou aquele menino sem ler ou escrever. Temos anomalias do tipo crianças de 12, 13 anos sem ler ou escrever. Na área musical, onde o prefeito é responsável, tem que ter um trabalho com psicólogo, psicopedagogo para entender. O aluno de casa para a escola é uma extensão. Fazer nas comunidades uma espécie de reforço também”, explica.

Talentos locais

Na questão de geração de empregos, o candidato a prefeito prioriza a atenção aos pequenos negócios. “As empresas que mais geram empregos são as pequenas. Queremos empresas autossustentáveis. Empresas que vão para Siderópolis, e que use os nossos talentos locais. Que respeite a nossa cidade. Que quando fale dela, as pessoas saibam que está em Siderópolis”, afirma.

Joênio também destaca o apoio para manter os talentos do município, seja nos esporte ou nas artes. “Temos que acabar com a evasão de talentos. No nosso governo, queremos fazer um fundo de auxílio desses talentos locais. Quando for lá fora disputar um concurso, uma modalidade, não ficar correndo para vender rifa. Estamos cheio de talentos que nunca se revelaram porque não tiveram incentivo. Que seja com 100 reais, mas quando ele precisar, que tenha para transporte, para comida, para comprar um quimono. Para alegar a cidade”, conta.

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