Suspeito de estupro em consultas espirituais é preso: ‘Aproveitava das fragilidades das mulheres’

Delegada da Polícia Civil fala ainda que quatro vítimas foram identificadas e outras apurações estão em andamento. Homem foi preso na zona rural de Januária (MG). A Polícia Civil prendeu e indiciou um homem de 66 anos por estupro de vulnerável e estelionato. Segundo as investigações, o suspeito cometia os crimes durante atendimentos espirituais, que tinham a promessa de cura. Ele foi alvo da operação “O Aprendiz”, realizada em Januária (MG).
“Ele se apresentava como pessoa que ia dar respostas para diversas questões, relacionadas à saúde, à finanças, vida sentimental e pessoal. Em várias situações se aproveitava das fragilidades mulheres, que eram levadas a atendimentos individuais para prática de atos libidinosos”, explica a delegada regional, Lujan Pinheiro de Souza.
A Polícia Civil informou que o nome da operação faz alusão ao médium João de Deus, que assim como o investigado, “abusava da confiança, fragilidade emocional e desespero em busca de cura de suas vitimas e aproveitava para cometer crimes como: curandeirismo, charlatanismo e abuso sexual”.
A apuração foi feita pela Delegacia de Mulheres, cuja titular é a delegada Brunna Jhyesse Silva e Brito, que está de férias. O homem é natural de Arinos (MG), mas estava em Januária para fazer atendimentos.
Segundo as investigações, quatro vítimas já foram identificadas, algumas são menores de idade. A Polícia Civil entrou no caso após receber denúncias de que duas jovens sofreram ofensa sexual durante os atendimentos. Outras apurações sobre a conduta dele estão em andamento.
A Delegacia de Mulheres identificou que o suspeito pedia que as vítimas tirassem as roupas já que “estariam atrapalhando os procedimentos”. Em algumas situações, chegou a derramar líquidos propositalmente em seus corpos.
Ainda de acordo com a polícia, os atendimentos eram pagos em dinheiro, com o pretexto de que ele precisava comprar raízes. Mas o suspeito também aceitava como pagamento farinha, feijão e milho, além de animais, como porcos e galinhas.
“Como ele perpetrava a conduta em outros lugares, acreditamos que outras vítimas possam aparecer. A solução desse casos é para encorajar outras vítimas a procurarem pela Polícia Civil, para que possamos iniciar outras apurações”, finaliza a delegada Lujan Pinheiro de Souza.
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