UM BOM ESPETÁCULO VIRIA BEM

A platéia manja todos os truques desta trupe mambembe. Mas, na falta do que fazer, paga a pipoca e entra no circo, entediada.
Circos não lotam mais… Mas, e se o circo for bom, e se ele surpreender, e se apareceu um grupo de artistas que se reinventou?
Bem, aí tem a segunda noite e a seguinte… E o boca a boca, e as pessoas falando e compartilhando, e na cidade só se fala desta trupe que encantou.
Assim as novidades se espalham e as pessoas saem de seu casulo, da sua zona de conforto.
E o que nos faz mudar um hábito ou um comportamento de alienação? O que faria nossa mente prestar a atenção, baixar a guarda e deixar entrar a novidade, a alegria e a esperança?
Não sei direito, é algo abstrato, algo que está nas entrelinhas, no silêncio, no olhar, algo que animais percebem. Uma mistura de verdade, originalidade, essência, conteúdo e significado, de real intenção. É esta mensagem infantil, ancestral, que nos tira da mesmice, nos faz sintonizar, e nossa mente capta.
Candidatos a mágicos! Caprichem no show, estamos dormentes e cansados, céticos.
Apresentem um espetáculo que tenha um roteiro à altura da assistência, sejam dignos dela, respeitem-na.
A vida e a sua condução são uma arte, mais do que uma ciência. E nestes tempos de torpor, fazer-nos sorrir e acreditar, arte de uma extrema delicadeza.
As pessoas estão exauridas, favor subirem ao palco deste circo somente aqueles que entendem a importância de seu papel de acordar alguém, de conduzir uma platéia para uma comunhão, aquela sinergia onde todos evoluem, todos dão o seu melhor, e se entregam.
Sejam dignos deste momento e desta distinção.

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