Única novela inédita atualmente, Amor Sem Igual agrada ao público

Ao longo de oito meses de pandemia do novo coronavírus, todos tivemos que aprender a conviver em meio às dificuldades impostas pelo tão falado “novo normal”. Vimos a programação de TV mudar radicalmente, ao ponto de todas as atrações gravadas com auditório e equipes grandes, serem retiradas do ar.

A Record TV conseguiu elaborar um protocolo de segurança e finalizar a novela Amor Sem Igual, que havia sido interrompida. A trama de Cristianne Fridman voltou a ser exibida – ao contrário das novelas da Globo, que só voltarão em janeiro – tornando a saga de Poderosa (Day Mesquita)  a única novela brasileira inédita no ar, atualmente.

Na retomada da história, foi exibido um compacto dos primeiros capítulos e as cenas voltaram normalmente num momento-chave: a chegada de Angélica, a Poderosa, à casa de sua família. Procurada pelo pai, Ramiro (Juan Alba), e ameaçada de morte por seu irmão, Tobias (Thiago Rodrigues), a prostituta se embrenha num ninho de cobras em busca da desforra.

Audiência e protocolos

Única novela inédita no ar, Amor Sem igual registou no início de novembro média de 9,6 pontos, recorde em São Paulo. Desde que voltou a ser exibida, no dia 28 de outubro, a novela acumula 9,5. Antes da pausa por causa da pandemia, a média geral era de oito.

Na retomada das gravações, o set de gravação, assim como os figurinos e equipamentos, eram higienizados e sanitizados todos os dias. As salas de caracterização e camarins também foram adaptadas para o estabelecimento do distanciamento.

O número de capítulos da novela não sofreu alteração. Para a volta, a emissora seguiu os protocolos do SICAV (Sindicato da Indústria Audiovisual) e STIC (Sindicato Interestadual dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual) em parceria com a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e validado pela Secretaria de Cultura e Economia criativa do Estado do Rio de Janeiro.

À reportagem de OFuxico, o casal de protagonistas Day Mesquita e Rafael Sardão destacou como foi retornar ao trabalho.

“Os protocolos de segurança foram muitos. Tivemos que ficar muito atentos, a todo momento, para evitar contato e situações favoráveis a uma possível contaminação. Foi um aprendizado, tanto para equipe quanto para o elenco, mas nós saímos bem, graças à Deus sem ninguém contaminado durante as gravações”, disse o ator Rafael Sardão.

Ele destacou que as cenas tiveram alterações em relação ao contato físico.

“Na cena muitas coisas mudaram, mas teremos sim beijos dos personagens e aproximações, sempre feitos com o auxílio da computação gráfica e de efeitos de câmera”, destacou.

“No meu caso usamos o chroma key através de uma bola verde apoiada por um suporte para gravarmos algumas cenas”, disse Day.

Sardão, que é casado com atriz Karen Motta desde 2017, afirmou que não teve medo de retornar ao trabalho.

“Senti que eu precisava estar alerta. Só isso. Para mim, a pandemia foi extremamente produtiva. Voltei a escrever, finalizei meu livro e voltei a estudar”.

Sua parceira de cena também fez bom uso do tempo livre.

“Desde que a quarentena começou fiz exercícios físicos diariamente e aulas de yoga, além de assistir mais séries e filmes. Voltei a ler mais, fiz um curso de interpretação sobre a Técnica Chubbuck, que já teve como alunos Brad Pitt, Charlize Theron, Halle Berry, Eva Mendes e Beyoncé, voltei às aulas de inglês (tudo virtualmente) e voltei a desenhar e pintar como uma maneira de terapia. Também foi um momento de muita reflexão, entendimento e autoconhecimento”, contou a atriz que dá vida à Poderosa.

Preocupada com as compras

Cristianne Fridman contou à reportagem de OFuxico como encarou em quando teve que pausar seu trabalho.

“Naquele momento a única coisa que estava me passando pela cabeça era como conseguir higienizar as compras do mercado sem me estressar. Exercitei a paciência. Sabia que, em algum momento, iríamos retomar, trabalhar e voltar com a história no ar. Quebrou o ritmo, mas conseguimos voltar ao trilho e seguir em frente”, disse a autora.

O diretor da trama, Rudi Lagemann, destacou que não deixou de trabalhar. Ele enfatizou que havia muito material gravado e faltavam apenas seis semanas para o término total das gravações.

“Quando paramos a gravação, eu continuei a trabalhar na edição da novela com a equipe de finalização. É bom lembrar que ficamos mais de um mês no ar depois que as gravações pararam. Fomos a última novela inédita a sair do ar e a primeira a retornar. Enquanto editava, participava das conversas da diretoria da emissora com a equipe da Casablanca (empresa responsável pela produção da novela), sobre se haveria o retorno imediato ou não dos trabalhos. E ficou claro que não voltaríamos em curto prazo. A decisão da Record foi pela saúde e segurança das pessoas que trabalhavam na novela”.

Cristiane acrescentou que a Covid-19 não será citada na história e contou o que mudou no final da história.

“A única alteração de conteúdo foi em relação à gravidez de uma atriz, que precisou se afastar e, assim, mudou o rumo da personagem”, disse, referindo-se a Sthefany Britto.

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