Vazio sanitário chega ao fim e produtores podem começar plantio de algodão no Tocantins


A proibição de plantio durou 60 dias no estado e termina nesta sábado (21). Propriedades têm que ser cadastradas até o dia 15 de janeiro. Área plantada de algodão deve crescer no Tocantins
Lia Mara/Governo do Tocantins
O período do vazio sanitário do algodão, quando fica proibido o plantio deste tipo de produto, terminou neste sábado (21) no Tocantins. A proibição, que começou em 20 de setembro e durou 60 dias, tem o objetivo de evitar a proliferação de pragas que podem comprometer a safra. A mais perigosa delas é o bicudo algodoeiro, um tipo de besouro que pode levar a devastação de campos inteiros e comprometer até 70% da área plantada.
Com o início dos plantios os donos das propriedades que forem cultivas a oleaginosa têm até o dia 15 de janeiro para fazer o cadastramento na Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).
O presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, informou que existe expectativa de grande crescimento da área plantada de algodão no estado.
A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) é de que o Tocantins possui atualmente uma área de 6.740 hectares de plantio de algodão. Os principais municípios produtores são Campos Lindos, Dianópolis, Mateiros, Peixe e Tocantínia. Ao todo, este ano devem ser colhidos 26.100 toneladas de algodão em caroço. Por causa das condições climáticas, a plantação de algodão no Tocantins se concentra no sul do estado.
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