Veja o que é #FATO ou #FAKE nas declarações dos candidatos à Prefeitura do Rio na 1ª semana de campanha do 2º turno


Frases foram ditas em redes sociais, no horário eleitoral e em entrevistas e debates. Os dois candidatos que disputam a Prefeitura do Rio deram início à campanha neste 2º turno.
Eduardo Paes (DEM) e Marcelo Crivella (Republicanos) postaram em redes sociais, falaram no horário eleitoral e participaram de entrevistas, debates e outros eventos de campanha.
A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dadas durante a semana pelos dois. A ordem segue a da última pesquisa. Leia:
Eduardo Paes (DEM)
“Tem uma diferença básica entre eu e o Crivella. Toda vez que, se eventualmente uma pessoa que esteja próxima a mim é descoberta com algum tipo de desvio, o que que eu faço? Eu afasto, ponho pra longe. (…) O coordenador da campanha do Crivella, o ex-deputado Rodrigo Bethlem. Quando eu descobri, quando ele confessou que era um delinquente, que tava cometendo desvios na prefeitura, eu botei ele pra longe de mim. O que que ele virou do Crivella? Coordenador e porta-voz da campanha” (em entrevista coletiva, em 16/11)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: Rodrigo Bethlem foi secretário de Eduardo Paes de 2009 a 2014, ocupando três pastas.
Ele foi gravado pela ex-mulher, que discordava do valor da pensão, admitindo receber propina e ter uma conta na Suíça. O caso foi revelado pela revista Época em julho de 2014.
Uma das fontes de renda ilegais era um contrato com a ONG Casa Espírita Tesloo. Em 2012, o Tribunal de Contas do Município (TCM) recomendou a não renovação dos contratos com a empresa, mas eles continuaram até abril de 2014.
Naquele mês, o próprio Bethlem, que era deputado federal e estava afastado do Parlamento enquanto era secretário, deixou o cargo na prefeitura para cuidar da candidatura à reeleição.
A exoneração de Rodrigo Bethlem consta do Diário Oficial da Prefeitura de 3 de abril de 2014, que diz que a saída dele se deu “a pedido”, ou seja, solicitada pelo próprio secretário.
Questionado em julho de 2014 sobre a investigação do TCM ocorrida dois anos antes, Paes se justificou: “Não houve ali, naquele momento, qualquer indício, qualquer sinal, naquele momento, de qualquer benefício pessoal ao deputado Rodrigo Bethlem”.
Resposta do candidato: “Em julho de 2014, quando as denúncias de corrupção de Rodrigo Bethlem vieram à tona Eduardo Paes o afastou definitivamente de seu governo.”
“Passei 8 anos na Prefeitura e ninguém teve aumento de imposto nenhum” (no debate da Band, em 19/11)

G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Eduardo Paes sancionou uma mudança na legislação que fez com que 34 mil donos de terrenos não edificados do município que eram isentos do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) passassem a pagar o tributo.
A isenção valia desde 1999 e deixou de valer quando foi sancionada pelo ex-prefeito, em 2015. À época, a Prefeitura estimava o recolhimento de R$ 100 milhões por ano.
O Fato ou Fake checou declaração similar do candidato na 7ª semana de campanha. Na ocasião, porém, ele tinha dito que não havia aumentado impostos e a declaração foi considerada #NÃOÉBEMASSIM pelo fato de a decisão do prefeito não ter afetado toda a população. Desta vez, porém, ele foi enfático ao dizer que “ninguém teve aumento de imposto”. Isso não é verdade.
Resposta do candidato: “Em relação à Lei 5.965, a mesma tratou de uma atualização da legislação do IPTU, que incluiu (a) revisão dos descontos para terrenos visando maior equilíbrio competitivo em relação aos imóveis construídos, inclusive com a criação de uma faixa de isenção para terrenos até R$ 26,5 mil; (b) isenção para imóveis de interesse histórico cultural como teatros; (c) alterações de cunho operacional e remissão e solução de controvérsias jurídicas e administrativas sobre o tributo. Em suma, não se tratou de forma alguma de aumento no imposto e sim de um conjunto de medidas modernizantes e pontuais, que implicavam em um ajuste no imposto conforme o caso do contribuinte, alinhando-se a uma maior justiça tributária. A medida corrigiu distorções em categorias de imóveis que estavam com IPTU injusto em relação a outros tipos e permitiu, por outro lado, que outros contribuintes passassem a pagar valores mais justos. Portanto, a afirmação do candidato Eduardo Paes é verdadeira.”
“Foi no meu governo que começamos a contestar o valor do pedágio (da Linha Amarela)” (em propaganda nas redes sociais, em 16/11)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: O pedágio na Linha Amarela aumentou no primeiro (2009-2012) e no segundo mandato (2013-2017) de Eduardo Paes, sem que houvesse sanções por parte da prefeitura. Isso porque em 2010 o município assinou com a Lamsa, concessionária que já administrava a Linha Amarela desde a sua inauguração, em 1997, um aditivo ao contrato de concessão que previa que a empresa arcaria com obras para melhorar a circulação dos veículos. As melhorias se mostravam necessárias por conta dos engarrafamentos na via expressa, causados pelo aumento do fluxo. A concessão foi renovada até 2037 na ocasião (era até 2022), e ficou acertada também a revisão na política tarifária, com aumento superior à inflação. Inicialmente, o reajuste era pelo IPCA-E.
Conforme declarado pelo então secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, em janeiro de 2012, o acordo autorizava a elevação do pedágio acima do índice, para compensar os investimentos da Lamsa nas obras. Inclusive, na época, houve uma controvérsia com o Tribunal de Contas do Município (TCM), porque Carvalho afirmou à imprensa que o tribunal havia sido consultado sobre os termos. O presidente do TCM, Thiers Montebello, negou a informação, e ainda disse que vinha pedindo esclarecimentos sobre aumentos no valor da cobrança, sem obter respostas.
Em 2018, diante das críticas do prefeito Marcelo Crivella à longa duração da concessão, o jornal O Globo divulgou que em 2012 o TCM acabou por arquivar um processo que analisava o aditivo de 2010, por entender que os custos da Lamsa com as obras justificavam as medidas de reequilíbrio econômico-financeiro acordadas.
Resposta do candidato: “Apenas nos anos de 2012 e 2013 foram concedidos aumentos além da inflação, por conta de obras que foram feitas na via, e que acarretaram parcelas anuais de 2,32%, além do IPCA-E. No entanto, nos anos seguintes, apesar do reequilíbrio econômico financeiro ter sido pactuado, estas parcelas não incidiram mais sobre o reajuste anual. Ressalta-se ainda que não houve reajuste ao longo de 2015 e 2016.”
“Tirando a Zona Sul, (…) Guaratiba, especialmente, foi o lugar que eu tive, percentualmente, aqui na Zona Oeste, a maior diferença para o Crivella. (…) A gente ganhou na maior parte da Zona Oeste, então vim aqui justamente agradecer” (em agenda de campanha, em 17/11)

G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: De fato, Paes teve ampla vantagem sobre Crivella nas seções eleitorais da Zona Sul, onde venceu por 41% a 10%. Nesta região, inclusive, o atual prefeito ficou em quarto, atrás de Benedita da Silva e Martha Rocha.
Em Guaratiba, Paes também teve ampla vantagem: 44% a 22%. Na Zona Oeste como um todo, a diferença foi um pouco menor: 35% a 25%.
“[Vamos] terminar as obras das poucas escolas que nós deixamos quase prontas no nosso governo, quatro anos atrás, e o Crivella foi incapaz de concluir” (em agenda de campanha, em 17/11)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: Eduardo Paes prometeu construir 110 Escolas do Amanhã. De 2013 a 2016, segundo o Tribunal de Contas do Município (TCM), foram concluídas 84.
Das 26 restantes, duas foram canceladas. Portanto, 24 ficaram para ser concluídas na gestão de Crivella. Destas, 21 não foram encerradas, ainda segundo o TCM. Já a Secretaria Municipal de Educação diz que concluiu e inaugurou quatro delas.
Ainda de acordo com a pasta, entre as escolas entregues por Paes, “20 não tinham sequer ligação elétrica e iniciaram atendimento com geradores”.
A secretaria afirma ainda que outras 18 unidades não possuíam ligação hidráulica e eram abastecidas por carro-pipa.
Resposta do candidato: “Ao longo de suas duas gestões, o governo Eduardo Paes construiu 305 unidades escolares entre EDIs e escolas e, deste total, 29 foram deixadas em fase final de construção. E são essas 29 que Paes se referiu ao comentar que em quatro anos o governo Crivella não conseguiu concluí-las. Vale ressaltar que quatro em cada cinco unidades educacionais foram erguidas nas Zonas Norte e Oeste, consideradas as regiões mais carentes da cidade.”
“A gente fez aqui na Zona Oeste uma concessão do sistema de saneamento, só do esgoto. E a água continuou com a Cedae” (em agenda de campanha, em 17/11)

G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: Desde o ano de 2012, 22 bairros da Zona Oeste contam com serviço de esgotamento sanitário prestado, por meio de concessão, pela empresa Zona Oeste Mais. A medida foi tomada para melhorar a cobertura para a população, e a regulação é da fundação municipal Rio Águas. A concessão foi assinada em 2011 pelo então prefeito Eduardo Paes. A Cedae continuou responsável pelo abastecimento de água.
“A fila do SISREG triplicou desde que deixamos a prefeitura” (no Instagram, em 18/11)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: A Secretaria Municipal de Saúde diz que a fila geral do SISREG, sistema de regulação de atendimentos da prefeitura, tinha, em janeiro de 2017, início da gestão Marcelo Crivella, 134 mil solicitações (por consultas, exames e cirurgias), e outras 536 mil que haviam sido devolvidas pela gestão anterior, de Eduardo Paes, às unidades solicitantes (estaduais e federais), com pedidos de confirmação. O total real era a soma dos dois números, 670 mil, segundo a secretaria, maior do que o atual, que estava em 579 mil em junho de 2020. A informação sobre o “desaparecimento” dos 536 mil da fila, para dar a impressão de que a situação era melhor, foi confirmada pelo vereador Paulo Pinheiro (PSOL), médico e membro da Comissão de Saúde da Câmara tanto nos governos Paes, quanto na gestão Crivella. “No fim do governo Eduardo Paes, fizeram a manobra para ‘tirar’ as pessoas da fila; isso foi dito pela própria central de regulação. Claro que a fila foi aumentando, ainda mais na pandemia”, explica Pinheiro.
O Fato ou Fake checou declaração similar na 3ª semana de campanha do 1º turno.
Resposta do candidato:”A situação encontrada no início da gestão Crivella foi devidamente publicada no Diário Oficial do Município, em 16 de fevereiro de 2017. Nesta data, registrou-se um total de 132.541 solicitações pendentes – sendo que, deste total, 47.533 eram solicitações de procedimentos e 85.008 eram solicitações de consultas. Mesmo as consultas em oftalmologia – cirurgia de catarata, cuja organização da demanda se deu por meio de mutirões, com os quais o prefeito Crivella alegava que iria diminuir a fila no SISREG específica para a catarata – foi observado um aumento de 50,67% ao longo do governo. Em novembro de 2019, havia mais de 420 mil solicitações pendentes no SISREG, mais que triplicando o total apurado em fevereiro de 2017. Vale ressaltar que, ao longo dos últimos quatro anos, a administração do governo Crivella utilizou dados oficiais como referência e, agora, a equipe de governo utiliza outros dados dos quais não se conhece a origem.”
Marcelo Crivella (Republicanos)
“A Zona Oeste é o local com a maior presença de evangélicos da cidade” (em entrevista coletiva, em 16/11)

G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: Segundo dados do Instituto Pereira Passos, órgão municipal que reúne estatísticas do Rio, bairros da Zona Oeste, como Bangu e Guaratiba, e sobretudo Campo Grande e Santa Cruz, têm as mais altas concentrações de evangélicos da cidade. É o que mostra a publicação “Cadernos do Rio” do ano de 2013, que se vale dos dados do Censo de 2010 do IBGE (o mais recente). O texto do caderno afirma que, em geral, os evangélicos se caracterizam como um segmento mais carente e se concentram nas periferias das regiões metropolitanas, como é o caso carioca.
“As obras que nós fizemos foi terminar as que tinham deixado pela metade. O Eduardo (Paes) deixou 130 obras pela metade e eu terminei 120, inclusive Escolas do Amanhã que ele só fez no último ano de governo, que custaram R$ 1 bilhão e deixou para eu pagar” (em entrevista coletiva, em 16/11)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: Segundo o Tribunal de Contas do Município, havia 133 obras iniciadas antes de 2017 que estavam suspensas ou paralisadas. Destas, apenas 23 foram concluídas, e não 120.
Já sobre as Escolas do Amanhã, no final de 2016, havia 24 unidades a serem concluídas das 110 escolas previstas no programa, já que duas foram canceladas. Destas, apenas três foram entregues pela gestão de Marcelo Crivella.
A primeira unidade escolar ficou pronta em fevereiro de 2016, último ano do mandato de Eduardo Paes, e, segundo o TCM, o custo total do programa “Fábrica de Escolas do Amanhã” foi de R$ 1.412.431.538,44.
Resposta do candidato: Procurado, ele não quis se manifestar.
“A minha proposta é a que eu mandei para a Câmara de Vereadores. Diminuir o IPTU, diminuir o IPTU. Nós aumentamos o IPTU por conta da crise (…). E agora, em 2020 e 2021, a gente quer voltar com ele pro que era em 2018 e 2017″ (em agenda de campanha, em 17/11)

G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: Em 2017, no primeiro ano do mandato de Crivella, a prefeitura encaminhou à Câmara um projeto de reajuste do IPTU, que foi aprovado. Metade do aumento foi aplicado em 2018, e, a outra, em 2019. Na justificativa para o aumento, o prefeito citou a “difícil situação econômica atravessada pelo país”.
Já em 2020, faltando poucos dias para o primeiro turno da eleição, Crivella encaminhou à Câmara o que chamou de “pacote de bondades”. Entre as propostas, está a redução do IPTU. O projeto prevê a cobrança do imposto em 2021 no valor praticado em 2018, e, em 2022, o valor correspondente ao ano de 2017. A Câmara, no entanto, suspendeu a tramitação da proposta porque não havia detalhamento do impacto orçamentário da medida.
“Eu sou engenheiro, tenho mais de 100 obras registradas no meu CREA” (em entrevista à CNN Brasil, em 17/11)

G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: De acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), o engenheiro Marcelo Bezerra Crivella tem 15 Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) registradas. As ARTs são o instrumento pelo qual se identifica a responsabilidade técnica por obras ou serviços prestados por profissionais ou empresas. Existe a possibilidade de o engenheiro figurar como responsável técnico (RT) de uma empresa, mas nos dados do CREA, que podem ser consultados online, não há qualquer registro de RT no nome de Crivella.
Resposta do candidato: Procurado, ele não quis se manifestar.
“A Olimpíada não deu legado nenhum. Nós temos arenas vazias (…) As arenas não geram empregos, não geram impostos. Só geram custeio” (em entrevista à CNN Brasil, em 17/11)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: É verdade que os equipamentos construídos para as Olimpíadas de 2016, o chamado legado olímpico, carecem de frequentadores, diante de suas dimensões. Também é fato que não geram impostos e resultam em poucos empregos — são 14 professores contratados para atuar em atividades gratuitas oferecidas à população, e valor de custeio de R$ 16 milhões ao ano, segundo a Secretaria Especial de Turismo e Legado Olímpico da prefeitura (referentes à manutenção da Arena Carioca 3, do Parque Radical de Deodoro e da Via Olímpica, e das contas de luz do Parque Madureira). Mas não se pode afirmar que não haja legado algum.
A própria secretaria contabiliza mais de 4,5 mil pessoas inscritas nas atividades oferecidas nos equipamentos olímpicos; em 2020, apesar da pandemia da Covid-19, foram contabilizados mais de 130 mil atendimentos. A Arena Carioca 3, localizada no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, conta com academia de musculação, aulas de ginástica coletiva, capoeira, judô e tênis de mesa.
Os cariocas também fazem uso das outras áreas do Parque Olímpico, onde se pode praticar skate, ciclismo e caminhada, e do Parque de Madureira, área lazer importante da Zona Norte. No Parque Radical de Deodoro, há aulas de hidroginástica, pilates de solo e fisioterapia, e recentemente foram inauguradas duas quadras esportivas, também de acordo com a secretaria.
Por sua vez, o Boulevard Olímpico, no centro do Rio, também parte do legado, recebe muitos visitantes, e é uma área relevante para a região. Lá ficam pontos turísticos da cidade, como os museus do Amanhã e de Arte do Rio, o Aquário Marinho e a Roda Gigante Rio Star.
Resposta do candidato: Procurado, ele não quis se manifestar.
“Não tenho no cenário do Rio de Janeiro nenhuma perspectiva de lockdown e coisas do tipo. Aliás, não adotei isso na primeira onda. Aqui nós nunca fechamos a indústria, nunca fechamos os serviços. Fechamos apenas o comércio, deixando abertas as atividades essenciais: tinturaria, petshop, farmácia, supermercado” (em entrevista à CNN Brasil, em 17/11)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: De fato, não houve lockdown no Rio de Janeiro, e o setor da indústria não precisou ser fechado por determinação da prefeitura ou do governo do estado. Mas nem todos os serviços ficaram abertos como declarado pelo candidato, quando disse que “nunca fechamos os serviços”. Além do comércio e das atividades essenciais, citadas pelo candidato, também foram fechadas escolas, shoppings, academias, concessionárias de carros, cinemas e teatros, por exemplo.
O Fato ou Fake checou uma declaração similar de Crivella na 5ª semana de campanha, no 1º turno.
Resposta do candidato: “Como o prefeito Marcelo Crivella afirmou, nunca houve lockdown no Rio de Janeiro, nem mesmo no período mais crítico e cruel da pandemia do novo coronavírus. No comércio, apenas as atividades consideradas essenciais foram fechadas, como as mencionadas por ele, durante a entrevista à CNN. Não há nessa informação nenhuma incongruência com os fatos, uma vez que, escolas, shoppings, academias, concessionárias de carros, cinemas e teatros não são considerados serviços essenciais.”
“Durante a campanha, no primeiro turno, todas as pesquisas do Ibope, que deveriam ter 3% de margem de erro, davam para mim 10, 11, 10, 11, 12, 10, 11, 12, 10, 11, 12, 10, 11, 12. E eu tive 22%, 21,9%. Então o erro foi de 100%” (em entrevista à CNN Brasil, em 17/11)

G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Diferentemente do dito pelo candidato, as pesquisas do Ibope feitas no 1º turno tiveram uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, e não 3%. Além disso, nenhuma pesquisa Ibope divulgada após o registro oficial das candidaturas indicou Crivella com 10% ou com 11% (mesmo levando em conta a intenção de voto). Como o candidato usa o percentual de votos válidos obtidos nas urnas (21,9%), é preciso levar em conta os mesmos percentuais nos levantamentos do Ibope. Neste caso, ele teve, na última pesquisa, 16% (com a margem de erro, podendo chegar até 19%). Nas pesquisas anteriores, ele teve duas vezes 17% e duas vezes 18% (nesse caso, levando em conta a margem de erro, podendo ter até 21%). Ou seja, mesmo que as pesquisas sejam um retrato do momento e que as pessoas possam mudar o voto de última hora, elas não mostraram uma diferença tão grande como a apontada pelo candidato.
Resposta do candidato: Procurado, ele não quis se manifestar.
“Quando eu assumi, tinham 4 tomógrafos, dois quebrados” (em entrevista à CNN Brasil, em 17/11)

G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: A cidade do Rio de Janeiro tinha 10 tomógrafos em 2017 e pelo menos sete deles funcionavam em janeiro daquele ano, primeiro mês de Crivella como prefeito, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. Ainda de acordo com a pasta, “o número pode variar de acordo com a data, uma vez que alguns dos aparelhos apresentavam falhas pela intensidade do uso nas emergências”.
O Fato ou Fake checou declaração similar na 4a semana de campanha do 1° turno.
Resposta do candidato: Procurado, ele não quis se manifestar.
“Não sou réu em nada, não respondo a absolutamente nada como era no governo anterior” (no debate da Band, em 19/11)

G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Crivella é réu por improbidade administrativa. Em 2018, o Ministério Público denunciou o prefeito pelo caso “Fala com a Márcia”, em que numa reunião com líderes religiosos no Palácio da Cidade, Crivella indicou aos “irmãos” que procurassem a servidora da prefeitura Márcia Nunes em busca de facilidades para cirurgias de catarata e varizes na rede de saúde do município. O processo ainda está em andamento na Justiça do Rio, e também correu na Justiça Eleitoral. O caso resultou na ‘CPI da Márcia’, na Câmara Municipal.
Já em outubro deste ano, o Ministério Público entrou na Justiça com nova denúncia contra o prefeito por improbidade administrativa pela cessão de um terreno público ao Instituto Marca de Cristo em que o órgão afirma haver indícios de irregularidades. A Justiça, no entanto, ainda não decidiu se aceita.
Na esfera eleitoral, em setembro deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio condenou o prefeito Marcelo Crivella por abuso de poder político e conduta vedada a agente público, e decidiu torná-lo inelegível por seis anos. Em outubro, Crivella conseguiu uma liminar no Tribunal Superior Eleitoral que o permitiu continuar concorrendo à reeleição. Nesta quinta-feira (19), o plenário do TSE formou maioria para manter a liminar que manteve Crivella elegível.
Resposta do candidato: “Tanto a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro quanto o STF decidiram pela inexistência de qualquer irregularidade.”

G1
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