Veja o que é #FATO ou #FAKE nas declarações dos candidatos à Prefeitura do Rio na 3ª semana de campanha


Frases foram ditas em redes sociais, eventos de campanha e no horário eleitoral. Os candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro deram continuidade à campanha eleitoral na cidade nesta terceira semana após o registro oficial das candidaturas.
Eles participaram de agendas de eventos, postaram em redes sociais e intensificaram os discursos no horário eleitoral.
A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dadas durante a semana pelos quatro candidatos que aparecem numericamente à frente nas pesquisas. A ordem segue a das pesquisas. Leia:
Eduardo Paes (DEM)
“Faltam médicos e medicamentos. A fila do SISREG triplicou, e 1,7 milhão de cariocas perderam acesso ao atendimento mais básico na Saúde” (no Facebook, em 10/10)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: A Secretaria Municipal de Saúde diz que a fila geral do SISREG, sistema de regulação de atendimentos da prefeitura, tinha, em janeiro de 2017, início da gestão Marcelo Crivella, 134 mil solicitações (por consultas, exames e cirurgias), e outras 536 mil que haviam sido devolvidas pela gestão anterior, de Eduardo Paes, às unidades solicitantes (estaduais e federais), com pedidos de confirmação. O total real era a soma dos dois números, 670 mil, segundo a secretaria, maior do que o atual, que estava em 579 mil em junho de 2020.
A informação sobre o “desaparecimento” dos 536 mil da fila, para dar a impressão de que a situação era melhor, foi confirmada pelo vereador Paulo Pinheiro (PSOL), médico e membro da Comissão de Saúde da Câmara tanto nos governos Paes quanto na gestão Crivella. “No fim do governo Eduardo Paes, fizeram a manobra para ‘tirar’ as pessoas da fila; isso foi dito pela própria central de regulação. Claro que a fila foi aumentando, ainda mais na pandemia”, explica Pinheiro. Sobre o 1,7 milhão de cariocas que perderam acesso à saúde, a informação está correta, segundo Pinheiro. São as pessoas que ficaram sem cobertura da área de saúde da família, após a desmobilização de 300 equipes pela gestão Crivella, e a demissão de 6 mil profissionais de saúde, em 2019.
Resposta do candidato: “A situação encontrada no início da gestão Crivella foi devidamente publicada no Diário Oficial do Município, em 16 de fevereiro de 2017. Nesta data, registrou-se um total de 132.541 solicitações pendentes – sendo que, deste total, 47.533 eram solicitações de procedimentos e 85.008 eram solicitações de consultas. Mesmo as consultas em oftalmologia – cirurgia de catarata, cuja organização da demanda se deu por meio de mutirões, com os quais o prefeito Crivella alegava que iria diminuir a fila no SISREG específica para a catarata – foi observado um aumento de 50,67% ao longo do governo. Em novembro de 2019, havia mais de 420 mil solicitações pendentes no SISREG, mais que triplicando o total apurado em fevereiro de 2017. Vale ressaltar que ao longo dos últimos quatro anos, a administração do governo Crivella utilizou dados oficiais como referência e, agora, a equipe de governo utiliza outros dados dos quais não se conhece a origem.”
“Nós estamos numa pandemia em que o Rio de Janeiro é a capital com o maior índice de letalidade. Nós, proporcionalmente, temos o dobro de mortes de São Paulo. Isso não é trivial. Nós estamos falando de 11 mil cariocas, residentes da cidade do Rio de Janeiro, que perderam suas vidas” (no Facebook, em 11/10)

G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: Segundo o Monitora Covid, ferramenta de monitoramento de dados sobre a pandemia de Covid-19 da Fiocruz, o Rio está no topo da lista das 27 capitais quando se trata da letalidade pelo coronavírus, ou seja, da proporção de pessoas que morrem entre as que contraem o vírus. O índice carioca é de 10,25% (dados desta semana); isto é, a cada 100 pessoas infectadas, mais de 10 acabam morrendo. A segunda colocada, Fortaleza, tem taxa de 7,45%; a média mundial é de cerca de 3%.
O número alto pode ser explicado, segundo o epidemiologista e pesquisador Diego Xavier, do Monitora Covid, pelo fato de a testagem no Rio não ser ampla, e sim concentrada em doentes já em estado mais grave. Outra hipótese é isso estar associado a uma possível falta de atendimento, segundo ele.
Também é fato que o índice de letalidade no Rio é o dobro do verificado em São Paulo: a taxa paulistana é 4,36 (ou seja, a carioca é mais que o dobro da contabilizada na capital paulista). Os óbitos, em números absolutos, por sua vez, estão em patamar semelhante: cerca de 11,4 mil no Rio, e 12,7 mil em São Paulo. Contudo, a população paulistana é superior a 12 milhões de pessoas, e a do Rio gira em torno de 6 milhões.
“O que tivemos foram R$ 700 milhões a menos na Saúde (na gestão de Marcelo Crivella)” (no Facebook, em 11/10)

G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: Na gestão do atual prefeito Marcelo Crivella, de fato o orçamento previsto para a Saúde sofreu reduções ao longo dos anos. Em 2017, o valor previsto era de R$ 5,47 bilhões. Em 2018, chegou a R$ 6,01 bilhões. Já em 2019, sofreu uma redução de R$ 700 milhões, passando para R$ 5,3 bilhões. Para 2020, o orçamento previsto é de R$ 5,63 bilhões.
Uma ação civil pública ajuizada pela Defensoria e pelo Ministério Público apontou ainda cortes, contingenciamentos e remanejamentos indevidos na área. A estimativa dos dois órgãos é que a prefeitura tenha deixado de investir R$ 2,3 bilhões na área.
“Crivella inaugurou a Clínica da Família na Maré Jeremias Moraes da Silva, e nem luz tem” (no horário eleitoral, em 13/10)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: A unidade funciona com um gerador a diesel para abastecimento da rede elétrica, dependendo de profissionais para ligarem e desligarem a máquina. Metade da unidade ficou por um longo período sem ter acesso a água, o que dificultava à época a realização de curativos e atendimentos odontológicos, mas isso se resolveu nos últimos meses, segundo a Associação de Medicina de Família e Comunidade do estado do Rio de Janeiro. A ONG Nenhum Serviço de Saúde a Menos e moradores da Maré confirmam que a clínica funciona com o auxílio de um gerador.
Resposta do candidato: “Reafirmamos nosso posicionamento de que a clínica foi inaugurada sem a instalação de energia elétrica.”
Marcelo Crivella (Republicanos)
“Caiu a arrecadação em R$ 10 bilhões e eu tive que pagar, nos meus três anos de governo, R$ 5,2 bilhões” (no Facebook, em 11/10)

G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: De acordo com a Controladoria Geral do Município, foram arrecadados R$ 112,1 bilhões em valores corrigidos nos últimos anos da gestão de Eduardo Paes (entre 2014 e 2016). Já nos três primeiros anos da gestão de Marcelo Crivella, a Prefeitura do Rio arrecadou R$ 100,6 bilhões — uma diferença de R$ 11,5 bilhões em relação à administração anterior.
Segundo o Tribunal de Contas do Município, a gestão Crivella pagou, até agora, R$ 5,2 bilhões em juros, encargos e amortização da dívida da administração municipal.
“Olha, eu determinei a inidoneidade da Andrade Gutierrez. Qual é o prefeito no Brasil que já deu inidoneidade dessas grandes empresas, perguntem a si mesmos. Eu dei inidoneidade da Andrade, eu dei inidoneidade da Carioca (Engenharia), eu dei inidoneidade da Sanerio. Eu indiciei tanto a OAS quanto a Odebrecht. Está dentro do prazo pra eles se justificarem. Eu multei a OAS em R$ 60 milhões. Nós tiramos as OSs que roubavam na saúde e criamos a nossa OS, a Riosaúde” (no Facebook, em 11/10)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: A declaração de inidoneidade e a multa, segundo a própria prefeitura, partiram “da análise técnica de vários órgãos: Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação, Casa Civil, Controladoria Geral do Município e Procuradoria Geral do Município”.
Segundo o Tribunal de Contas do Município (TCM), com base na Lei n 8.666 de 1993, a declaração de inidoneidade é de “competência exclusiva do ministro de Estado, do secretário estadual ou municipal, conforme o caso”, e não do prefeito.
Em maio, a OAS foi multada em R$ 60 milhões por irregularidades nas obras do BRT Transcarioca. A multa foi a conclusão de um processo administrativo de responsabilização (PAR) pela CGM, que foi aberto com o indiciamento da empreiteira.
Em setembro do ano passado, a CGM também indiciou a Odebrecht por supostas irregularidades na Transoeste. O processo, ainda segundo a prefeitura, não foi concluído.
Na gestão de Crivella, organizações sociais como Iabas e Viva Rio deixaram de prestar serviços à Prefeitura. Sete organizações sociais da Saúde administram mais de 30 contratos de unidades municipais, em valores que ultrapassam R$ 2 bilhões.
Recentemente, foi extinto o órgão responsável pelo controle das OSs: a Macrofunção de Acompanhamento do Orçamento de Execução dos Serviços de Saúde (MAPS).
Em junho, o órgão encontrou 24 profissionais de saúde vinculados a mais de uma OS. Em 2019, a força tarefa rejeitou R$ 124 milhões nas prestações de contas de organizações sociais.
Diferentemente do dito pelo candidato, porém, a RioSaúde foi criada por lei em 2013, ainda na gestão de Paes, e é uma empresa pública de direito privado.
Resposta do candidato: “Todo o processo seguiu o que é determinado pela lei e passou pelos órgãos responsáveis como Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação, Casa Civil, Controladoria Geral do Município e Procuradoria Geral do Município. Todos esses dados são públicos e podem ser confirmados em Diário Oficial. Como chefe do Executivo, Crivella esteve o tempo todo ciente e acompanhou de perto para garantir que o Rio estaria livre da corrupção.”
“Nós chegamos hoje ao pedágio mais caro por quilômetro do mundo. Não tem pedágio mais caro do que aquele (da Linha Amarela)” (no Facebook, em 11/10)

G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) fez um cálculo comparando o pedágio na Linha Amarela por quilômetro com vias urbanas de cidades como Santiago, Cidade do México, Buenos Aires e Lisboa, e a conta, que leva em consideração as diferentes moedas dos países, mostra que o carioca custa menos. O pedágio de R$ 7,50 da Linha Amarela, inclusive, é mais barato, se verificada a extensão da via, do que o cobrado na Transolímpica, segundo a ABCR (R$ 0,43 contra R$ 0,58). Um outro exemplo: a tarifa por quilômetro do Túnel San Cristóbal, na capital do Chile, sai o equivalente a R$ 3,06.
Resposta do candidato: “Marcelo Crivella conseguiu durante sua gestão que a Linha Amarela fosse dos cariocas. O pedágio terá um preço justo e barato, em apenas um sentido, e não a roubalheira de R$ 15 do bolso do povo. Crivella refere-se a valores de pedágios urbanos e, claro, dentro da realidade do Rio, que não pode ser comparada com a de Lisboa, por exemplo.”
Nota da redação: A afirmação do candidato de que o pedágio é o mais caro do mundo por quilômetro não se sustenta.
“Quando o mundo estava em pânico com a Covid, o Rio tinha todos os equipamentos e fez um hospital de campanha, de 500 leitos, com 100 de UTI, em 25 dias, e ainda espalhou por toda cidade 27 tomógrafos para detectar a doença precocemente” (no horário eleitoral, em 13/10)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: A Prefeitura autorizou o início das obras em 25 de março, e a conclusão ocorreu em 20 de abril. A unidade, no entanto, só foi inaugurada em 1º de maio, com apenas 100 vagas abertas (sendo 20 de UTI) das 500 prometidas. Naquele dia, havia 372 pacientes aguardando vaga numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em hospitais da rede pública.
Também no dia 1º de maio, o site da prefeitura informou que os outros 400 leitos iam ser ativados “progressivamente”, conforme a chegada dos respiradores e demais equipamentos de saúde adquiridos pela prefeitura na China.
Em 21 de maio, apenas 139 pacientes estavam internados na unidade, sendo que havia 436 pessoas na fila aguardando transferência para leitos dedicados à Covid-19 — 254 de UTI.
À época, a SMS informou que estava providenciando os recursos humanos para colocar a unidade em pleno funcionamento.
A Prefeitura comprou 27 tomógrafos desde 2017. Três deles ainda aguardam a finalização das obras e instalação para entrarem em funcionamento, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
Um deles foi instalado na Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), em São Conrado, da qual Crivella é bispo licenciado. O Ministério Público analisa o caso.
Em entrevista ao jornal ‘O Globo’ na semana passada, Crivella afirmou que se “colocasse o tomógrafo na UPA da Rocinha, as pessoas de classe média que moram em São Conrado não subiriam o morro para fazer tomografia”.
Resposta do candidato: A prefeitura afirma que “todo material necessário para o pleno funcionamento de toda a estrutura hospitalar foi comprado pela prefeitura em dezembro de 2019. Respiradores e insumos”. A entrega atrasou, segundo a administração municipal, “em decorrência da grande demanda mundial pelos equipamentos”. “A decisão de abrir as portas foi em decorrência da necessidade de realocar pacientes internados em outros hospitais. A abertura de leitos foi gradativa, acompanhando a evolução dos casos, a chegada dos equipamentos e a contratação de pessoal”, diz a nota.
Martha Rocha (PDT)
“Nós verificamos que cerca de 5% a 8% nas grandes capitais já há manifestação de eleitores que, em razão da pandemia, porque estão no grupo de risco, já anteciparam que não irão votar” (em entrevista à ‘Carta Capital’, em 12/10)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: De fato, pesquisas Ibope divulgadas na semana passada mostraram que o percentual de pessoas que dizem que, levando em conta a pandemia, “não comparecerão para votar de jeito nenhum” varia de 5% (em Belo Horizonte) a 8% (no Rio Janeiro). Em SP, esse percentual é de 6%. Isso sem levar em conta a margem de erro dos levantamentos.
O número, porém, não se refere a pessoas do “grupo de risco”, como diz a candidata. A pergunta feita pelo instituto engloba todos os pesquisados, um grupo representativo da população das capitais. Os ouvidos com 55 anos ou mais, por exemplo, não chegam a 25% do total em BH e SP. Além disso, não é questionado o motivo a eles. A pergunta foi: “Levando em conta a pandemia do coronavírus e as medidas restritivas de prevenção, em relação ao dia da eleição em 15 de novembro, o(a) sr(a) diria que”. E as opções eram: “Com certeza comparecerá para votar”, “Ainda está em dúvida se comparecerá para votar”, “Não comparecerá para votar de jeito nenhum” e “Não sabe/não respondeu”. Como as pesquisas são um retrato do momento, esse número pode mudar até o dia do pleito.
Resposta da candidata: “A campanha esclarece que a Martha Rocha fez o comentário baseado na pesquisa do Ibope que apontou que 8% dos eleitores do Rio não pretendem ir votar em razão da pandemia. Ela interpretou que estes estariam incluídos provavelmente no grupo de risco ou viveriam com pessoas do grupo de risco. A intenção da candidata foi mostrar que a pandemia irá, sim, causar impacto nas urnas.”
“No dia 7 de abril, eu oficiei ao Ministério Público pedindo uma investigação sobre notícias de superfaturamento já veiculadas nos blogs a respeito da aquisição de respiradores. Esse meu pedido de investigação ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas foi o que originou a operação Mercadores do Caos, que prendeu o subsecretário de Saúde, Gabriell Neves, na questão da aquisição dos respiradores pulmonares” (em entrevista à ‘Carta Capital’, em 12/10)

G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Na denúncia do Ministério Público do Estado referente à primeira fase da Operação Mercadores do Caos, na qual o ex-subsecretário estadual de Saúde Gabriell Neves foi preso, os promotores escreveram que a investigação teve início com base em reportagens publicadas pela imprensa no dia 6 de abril.
Consta da página 4 da denúncia do MP: “A partir de matéria jornalística publicada em 6 de abril de 2020, no Blog do Berta – RB, assinada por Ruben Berta, chegou ao conhecimento do Ministério Público a notícia de dispensa de licitação e contratação emergencial para a aquisição de respiradores mecânicos/ventiladores pulmonares pela Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro com possível superfaturamento nos valores.”
Na página 5, os promotores afirmam: “Diante disso, e pela gravidade dos fatos, mormente em um inédito cenário de pandemia mundial decorrente do Covid-19 (coronavírus), o GAECC/MPRJ optou por instaurar procedimento investigatório criminal (PIC Nº MPRJ 2020.00281902)”.
Em nota, o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) do MP do Rio reforça que “a assertiva da candidata relatada não é verídica no tocante a como se originaram as investigações pertinentes à Operação Mercadores do Caos”. O MP diz que o Procedimento de Investigação Criminal pertinente à operação foi instaurado de ofício, por meio de promotores de Justiça do GAECC, a partir de matéria jornalística publicada em 6 de abril de 2020 no Blog do Berta. “As investigações não contaram em nenhum momento com subsídios de caráter inédito de parlamentares fluminenses.”
Resposta da candidata: “Não há qualquer informação divergente entre o que afirmou a delegada Martha Rocha e o que consta na denúncia do Ministério Público. A denúncia informa que a investigação foi instaurada com base na reportagem publicada no Blog do jornalista Rubem Berta no dia seis de abril, não detalha como chegou ao conhecimento do MP nem quando o procedimento foi instaurado.”
Nota da redação: Não foi o pedido da candidata que originou a operação, como ela diz.
“Trabalhei mais de 30 anos na Polícia Civil, fui a primeira e única mulher a chefiar a instituição” (no Facebook, em 10/10)

G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: Martha Rocha foi a única delegada até hoje a chefiar a instituição. E ficou por mais de 30 anos na Polícia Civil. Ela ingressou na instituição como escrivã, aos 23 anos. Depois, cursou a faculdade de Direito e se tornou delegada, tendo participado, posteriormente, da implantação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. Em 1993, se tornou a primeira mulher à frente do Departamento Geral de Polícia Especializada. Em 2011, assumiu a Chefia de Polícia Civil, na gestão do ex-governador Sérgio Cabral. Desde 2014, é deputada estadual.
Benedita da Silva (PT)
“Não estou condenada por nada. Trabalhei com mais de 3 mil jovens e 3 mil mulheres em comunidades e todos os serviços foram feitos. Não existe nenhuma irregularidade e vou provar. Houve prestação de contas de tudo” (em entrevista ao jornal ‘O Globo’, em 10/10)

G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: De acordo com as certidões apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral, não há nenhuma condenação contra a candidata.
Ela é acusada de improbidade administrativa no período em que foi secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos na gestão de Sérgio Cabral.
O MP investiga supostas fraudes em convênios entre a Fundação Darcy Ribeiro (Fundar), ONGs e o Ministério da Justiça.
Entre 2008 e 2011, foram destinados R$ 32 milhões para instrução e profissionalização de mulheres e jovens em projetos como o Mulheres da Paz e o Protejo.
Os promotores afirmam que houve precária prestação de conta, dispensa irregular de licitação e direcionamento de contratação.
Em agosto deste ano, a Justiça do Rio negou um pedido de desbloqueio.
“Tenho 40 anos de vida pública. Meu banco é sempre o mesmo. Meus bens são um carro e um apartamento comprado a prestação. Pode vasculhar minha vida de cima para baixo, não tem conta nem iate. Para não dizer que não tenho conta no exterior, tenho uma aberta em Miami de quando minha neta morou lá. Tudo declarado” (em entrevista ao jornal ‘O Globo’, em 10/10)

G1
#NÃOÉBEMASSIM. Veja o porquê: Na própria declaração de bens entregue ao TSE, Benedita da Silva diz ter mais de um automóvel: um Fiat 500 e um Renault Logan 2014/2015. Afirma ter uma conta corrente no Banco do Brasil (com mais de R$ 123 mil), mas também uma no Itaú. E, além de um apartamento no município do Rio (no valor de R$ 144 mil), declara possuir a metade de outro apartamento (no valor de R$ 170 mil), uma casa no Chapéu Mangueira (de R$ 80 mil) e uma sala comercial (de R$ 50 mil). Há ainda aplicações e investimentos que somam mais de R$ 271 mil. A conta no exterior não aparece na declaração.
Resposta da candidata: Em nota, a candidata afirma que tem a casa e a sala comercial há mais de 40 anos, devidamente declarados. Além disso, diz que um dos carros foi comprado em 72 prestações e que também consta da Receita Federal. “Nesse sentido, a candidata, através desses esclarecimentos, reforça que, durante a entrevista, apenas sintetizou o seu patrimônio e não detalhou todas as ações acima por entender que tudo se encontra declarado junto à Receita Federal”.
“Foi Antonieta de Barros, uma mulher negra, política e revolucionária, que criou o Dia do Professor e da Professora” (no Twitter, em 15/10)

G1
A declaração é #FATO. Veja o porquê: Primeira mulher a ocupar um cargo no Legislativo em Santa Catarina, a professora e jornalista Antonieta de Barros elaborou o projeto de lei que criava o Dia do Professor no estado do Sul do país, comemorado em 15 de outubro. A lei, homologada pelo governador José Boabaid, foi publicada 15 anos antes de a data ser reconhecida nacionalmente. O decreto federal, assinado pelo então presidente da República João Goulart, é de 1963.

G1
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