Vice-prefeito de Perdizes e funcionários da Prefeitura são presos durante Operação ‘Voto de Cabresto’

A ação também cumpriu 15 mandados de busca e apreensão na cidade, inclusive na Câmara. Segundo investigações, grupo dava materiais de construção em troca de voto e ainda coagia servidores municipais a votar na chapa do vice-prefeito, que concorre ao cargo de prefeito nestas eleições. O vice-prefeito de Perdizes, Vinícius de Figueiredo Barreto (Cidadania), e dois funcionários da Prefeitura, cujas identidades não foram divulgadas, foram presos na manhã desta sexta-feira (16) pela Operação “Voto de Cabresto”, realizada pela promotoria eleitoral do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pela Delegacia de Polícia Civil de Perdizes. O objetivo é combater o grupo criminoso responsável pela prática de ilícitos eleitorais.
A ação também cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, incluindo buscas na casa de dois vereadores de Perdizes, cujas identidades não foram divulgadas. Foram recolhidos documentos, dinheiro, aparelhos celulares e computadores utilizados no desenvolvimento das atividades ilícitas, as quais comprovadamente deturpavam o sistema eleitoral e o livre exercício do voto.
Buscas também foram feitas na Prefeitura e na Câmara Municipal de Perdizes, e em dois estabelecimentos comerciais, não informados.
Vinícius Barreto é candidato a prefeito e já teve o registro deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral. Segundo o MP e a Polícia Civil, durante as investigações foi apurado que o grupo usava a máquina pública municipal para deturpar o processo eleitoral ao coagir e induzir outros servidores, em especial funcionários comissionados, a votarem em Vinícius para prefeito nas eleições municipais de 2020.
Conforme as corporações, durante as diligências investigativas foi também revelado que o vice-prefeito de Perdizes e os apoiadores forneciam materiais de construção – como tijolos, cimento, areia, telhas e portas – para eleitores em troca de voto.
De acordo com o MP e a polícia, mandados de prisão temporária foram cumpridos contra o vice-prefeito e dois funcionários da Prefeitura, por utilizarem de poder econômico e de influência política para ocultar provas e dificultar as investigações.
O G1 tenta contato com a Prefeitura, com o vice-prefeito e a Câmara.
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