Viveiro começa a preparar sementes que serão usadas para recuperar nascentes no Tocantins


Primeiros 100 quilos de sementes foram encaminhados para a UFT em Gurupi para começo do preparo das mudas. Expectativa é que plantio comece em 2021. Sementes começaram a ser preparadas em Gurupi
Fernando Alves/Governo do Tocantins
As sementes que serão usadas na recuperação de nascentes e áreas degradadas nas margens de rios no Tocantins começaram a ser preparadas para o plantio. O governo do estado informou que os primeiros 100 quilos de sementes foram enviados para Universidade Federal do Tocantins no campus de Gurupi. As mudas devem estar prontas para o plantio no começo de 2021.
As coletas das sementes estão sendo realizadas em diferentes áreas pelos Comitês de Bacias Hidrográficas (CBH’s). As sementes que já estão nos viveiros foram recolhidas às margens dos rios Santo Antônio, Santa Teresa, Formoso e Manuel Alves da Natividade. Todas são espécies nativas do cerrado, que resistiriam ao período de chuvas bem definido e ao calor do Tocantins.
Nos próximos dias as coletas serão feitas às margens do lago de Palmas. Esta leva de sementes deve ser encaminhada aos técnicos até a sexta-feira (23). A iniciativa do viveiro é uma parceria entre a UFT e a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins.
As áreas que serão reflorestadas ainda não estão definidas, porque a distribuição vai levar em consideração a situação de cada mata ciliar no momento do plantio. O viveiro tem capacidade para até 200 mil mudas.
O processo demora seis meses e começa em um máquina que mistura o substrato utilizado na fertilização das mudas. Em seguida, outra máquina preenche pequenos tubos com os fertilizantes e as sementes, que são levadas para o berçário. Na primeira fase, as plantas ficam cobertas com sombreamento de 50% por 3 meses.
Na fase seguinte, as mudas passam para a área de rustificação, a pleno sol, por mais 3 meses. Nesta etapa elas enfrentam as mesmas condições climáticas que vão encontrar quando forem para o campo, assim como a irrigação é gradativamente reduzida. Ao fim do processo as plantas devem estar resistentes o suficiente para sobreviver na natureza.
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