Wassef vira réu em processo da Lava Jato por peculato

O advogado Frederick Wassef, ex-defensor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), virou réu nesta quarta-feira, dia 30, num processo que o investiga pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato (desvio de verbas públicas). Na denúncia feita pela equipe da Lava Jato do Rio à 7ª Vara Federal Criminal, ele é suspeito de ter se beneficiado com o desvio para si de 2,685 milhões de reais do orçamento da Fecomércio-RJ.

Wassef havia sido alvo de uma ordem de busca e apreensão há três semanas, como parte da Operação Esquema S, que investigou pagamentos milionários feitos pela Fecomércio-RJ durante a gestão de seu ex-presidente Orlando Diniz, que fez acordo de delação premiada. Os procuradores disseram que, embora os pagamentos a Wassef tenham sido disfarçados na forma de honorários advocatícios, nenhum serviço foi efetivamente prestado. Isso porque, em depoimentos no seu acordo de delação premiada, Diniz revelou que Wassef, na verdade, foi subcontratado pela ex-procuradora Luiza Nagib Eluf com a missão de cuidar de “inquéritos policiais” que jamais existiram.

Na entrevista a VEJA, na última semana, Wassef se defendeu dessas acusações e se disse vítima de um complô. “Querem transformar o Fred no maior bandido do Brasil”, disse. Segundo ele, a trama foi armada para prejudicá-lo a fim de atingir a família Bolsonaro e envolveria nomes como os de Roberto Podval, um dos criminalistas mais conhecidos do país, o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel e o petista José Dirceu.

Além do advogado amigo da família presidencial, também viraram réus Orlando Diniz, as advogadas Marcia Zampiron e Luiza Nagib Eluf e o empresário Marcelo Cazzo.

A denúncia foi acolhida pela juíza federal Caroline Vieira Figueiredo. O juiz Marcelo Bretas, o titular da 7ª Vara, está de férias.

Tags .Adicionar aos favoritos o Link permanente.

“As pessoas sempre escolherão uma história que as ajude a sobreviver e prosperar.”