Governador da PB e prefeito eleito de João Pessoa falam em novo pico da pandemia de coronavírus


João Azevêdo e Cícero Lucena prometem ações conjuntas a partir de janeiro e se dizem preocupados com as festas de fim de ano. Paraíba já registrou 3.452 mortes por coronavírus. João Azevêdo e Cícero Lucena falam sobre o novo pico de coronavírus na Paraíba
TV Cabo Branco/Reprodução
O Governo da Paraíba e a Prefeitura de João Pessoa vão iniciar em 1º de janeiro uma série de ações conjuntas para tentar conter a pandemia de coronavírus na capital paraibana. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (14), no Palácio da Redenção, sede do governo estadual, em uma entrevista coletiva realizada pelo governador João Azevêdo (Cidadania) e pelo prefeito eleito Cícero Lucena. Ambos usaram o termo “repico” para falar de um novo pico da pandemia e se disseram preocupados com as festas de fim de ano. As declarações foram dadas no dia em que a Paraíba chegou a 3.452 mortes por causa do coronavírus.
João Azevêdo, por exemplo, disse que esse período de confraternizações poderá resultar em consequências muito graves para a população paraibana já a partir de janeiro.
“Se você quer comemorar o Réveillon em 2021, fique em casa no Réveillon em 2020”, apelou João Azevêdo.
Em seguida, Cícero Lucena deixou claro que, na sua posse, em 1º de janeiro, não haverá nenhuma solenidade que provoque aglomeração. Prometeu uma posse remota e com transmissão online, justamente para dar o exemplo. Em seguida, ele disse que já nos primeiros dias de gestão quer iniciar diálogo com toda a Região Metropolitana de João Pessoa, para assim pensar em ações conjuntas entre todos. “Não adianta ações isoladas”, comentou, ao lembrar que existe uma alta circulação das pessoas entre as cidades.
Especificamente sobre a ação conjunta que haverá a partir de janeiro entre as duas gestões, o governador explicou que ainda esta semana ele será detalhado, depois que o Governo repassar todos os dados técnicos da pandemia para a equipe técnica de saúde do prefeito eleito.
Ambos concordaram que, por ora, ainda sem vacina, tem que haver a conscientização da população. “Esse é o único caminho. Enfrentar a doença com os cuidados que se tem hoje. Higienização das mãos, uso de máscaras, distanciamento social”, pontuou João.
Depois, Cícero disse que o trabalho será pensado como se ainda não existisse vacina. “Temos que trabalhar na situação que hoje está presente, embora preparados para fazer uso da vacina quando ela chegar”.
Novo decreto
O governador João Azevêdo declarou também que ainda esta semana ele vai publicar um novo decreto definindo novas medidas complementares para conter o avanço da pandemia. De acordo com o gestor, ele está prioritariamente preocupado com cerca de 15 municípios do Sertão que estariam em situação mais dramática.
João disse que esse novo decreto vai complementar e estará em consonância com o já existente: “Definiremos alguns gatilhos que, se os números atingirem certo patamar, o município em questão será obrigado a tomar medidas mais rígidas”, explicou.
Os gatilhos vão afetar principalmente os bares e restaurantes, que teriam o funcionamento mais restrito sempre que a taxa de ocupação de hospitais chegue aos 70%.
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