Governo do RS recebe cinco recursos para classificação do distanciamento controlado


Versão definitiva do mapa será divulgada na segunda-feira (14) e passa a valer na terça (15). Pela primeira vez, classificação teve regiões em bandeira preta, que indica risco epidemiológico altíssimo. Mapa do distanciamento controlado no RS de 11 de dezembro
Governo do RS/Divulgação
O governo do RS recebeu, até às 6h de domingo (13), cinco pedidos de recursos para o mapa do distanciamento controlado. A versão preliminar, divulgada na sexta (11), trouxe, pela primeira vez, duas regiões em bandeira preta (Bagé e Pelotas), que impõem restrições mais severas nas atividades das cidades.
Entenda como funciona o distanciamento controlado
Os recursos serão analisados pelo gabinete de crise e a versão definitiva do mapa será divulgada na segunda-feira (14). No dia a seguinte, a classificação passa a valer.
Caso tenham os recursos aceitos, as regiões poderão adotar medidas mais brandas. O sistema de cogestão, em que os municípios podem definir as próprias restrições, está suspenso até a segunda (14). Segundo o governo do estado, eventual manutenção ou novas medidas serão anunciadas também na segunda.
Somente uma bandeira laranja
Somente uma região foi classificada como bandeira laranja, Cruz Alta, que indica risco médio de disseminação do coronavírus. As demais 18 regiões receberam bandeira vermelha, risco epidemiológico alto.
O mapa preliminar mostra o avanço da doença no estado, com piora nos indicadores de leitos disponíveis e de internações pelo coronavírus.
O que muda com a bandeira preta
A bandeira preta não signfica lockdown, ou o fechamento geral das atividades. Porém, estabelece uma série de medidas mais restritivas a fim de evitar a disseminação do vírus.
Entre os protocolos de bandeira preta que as cidades nessas regiões devem adotar estão:
Comércio não essencial – fechado
Comércio atacadista e varejista – 25% trabalhadores
Comércio varejista de produtos alimentícios (mercados, açougues, fruteiras, padarias e similares) e combustíveis – 50% trabalhadores
Educação – ensino remoto
Serviços de construção, obras de infraestrutura e indústria de alimentos – 75% trabalhadores
Indústria de bebidas – 50% trabalhadores
Indústria de fumo, vestuário, calçados e similares – 25% trabalhadores
Transporte coletivo – 50% trabalhadores
Feiras, exposições, festas, academias, piscinas, clubes sociais e esportivos, competições esportivas, pet shops, barbearias e salões de beleza – fechado
Missas – 25% trabalhadores, sem presença de público
Restaurantes – tele-entrega e pegue e leve
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