Homem é detido por furto e comerciante por receptação de instrumentos de igreja em Uberlândia

Ocorrência foi registrada nesta quarta-feira (16). Instrumentos foram devolvidos para a igreja. Loja disse que materiais não foram comprados, mas deixados em consignação. Um homem de 36 anos foi detido por furto e uma mulher de 57 anos por receptação de instrumentos musicais de uma igreja, localizada no Bairro Mansur, em Uberlândia, nesta quarta-feira (16). A loja de música envolvida no caso deu a própria versão do caso (veja nota abaixo).
De acordo com a Polícia Militar (PM), eles foram acionados por uma pessoa que frequenta a Igreja Carismática Santuário da Graça. Esse membro da igreja informou à PM que viu uma pessoa tentando furtar o local, na madrugada de quarta-feira. Ele deu o flagrante durante uma vigília que fazia na igreja, na tentativa de descobrir quem vinha cometendo furtos no local.
Por volta das 3h o ladrão de 36 anos foi visto pulando o muro. O integrante da igreja conseguiu amarrar e imobilizá-lo até a chegada da PM.
Aos militares o ladrão confessou que já havia furtado diversos materiais, como um contrabaixo, uma guitarra e outros instrumentos musicais. Ele ainda confessou que tinha vendido para uma loja de instrumentos musicais da cidade, por R$ 550. Ele foi conduzido até a delegacia da Polícia Civil de Uberlândia.
Receptação
Após a confissão, os militares foram até a loja de som Simão Curi, localizada no Bairro Bom Jesus. No local eles encontraram dois instrumentos que haviam sido furtados da igreja expostos e outro no fundo da loja.
Aos militares a dona da loja, uma mulher de 57 anos, disse que o autor tinha realmente vendido os instrumentos, mas que estava aguardando ele entregar as notas fiscais. Em nota, a empresa explicou que não comprou os materiais, mas sim que eles haviam sidos deixados lá em consignação (confira a íntegra abaixo).
Mesmo assim a mulher também foi conduzida para a delegacia da Polícia Civil de Uberlândia. Os instrumentos foram devolvidos para a igreja.
Versão da empresa
O G1 entrou em contato com os responsáveis pela loja, que, em nota, enviaram um posicionamento com a versão deles do fato.
“Ao contrário do noticiado, a empresa esclarece que não procedeu com a compra dos materiais objeto da denúncia e que não concorda com qualquer conduta ilícita, sendo que sempre pauta pela boa fé e cumprimento integral da legislação.
Os materiais, diverso do apresentado na notícia, não foram comprados pela empresa, mas deixados em consignação. E isso porque, as compras dos instrumentos usados/semi-novos sempre são realizados exclusivamente mediante apresentação de nota fiscal, tanto é que nunca possuiu, durante todo o período de funcionamento, qualquer problema neste sentido.
No momento em que o autor do crime compareceu no estabelecimento para oferecer a venda dos instrumentos, a proprietária informou que não procedia com a compra sem as notas fiscais.
Diante disso, o autor deixou os materiais no estabelecimento, como consignação, e garantiu que retornaria com as notas fiscais. A empresária foi clara quanto a necessidade de referida documentação, tanto é que a empresa ficou aguardando essa pendência para, se possível, concretizar uma futura venda, mediante a documentação legal.
O autor, inclusive, tinha conhecimento e foi advertido de que os produtos só seriam colocados à venda quando apresentasse a nota, o que ele garantiu que as entregaria para a formalização do ato, contudo, em seguida, a proprietária foi surpreendida com a ocorrência policial e com uma história totalmente diferente do início, que ela sempre exigiu desde logo a apresentação de nota fiscal.
Salienta-se que a empresa possui 35 anos no mercado e os proprietários não possuem qualquer antecedente criminal e ou qualquer envolvimento com atos ilícitos, prezando sempre pela transparência e honestidade.
Ainda, informa que está tomando as medidas cabíveis para solução justa do ocorrido e encontra-se disponível para fornecer quaisquer informações que se fizerem necessárias.”
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