Idosa que infartou ao ser acusada de furto em supermercado no DF recebe alta após 14 dias internada


Informação foi confirmada pelo neto de Milta de Jesus Oliveira, de 75 anos. Caso ocorreu no dia 28 de novembro, no Jardim Botânico. Milta de Jesus Oliveira após receber alta no DF
Arquivo pessoal
Após 14 dias internada, a idosa que sofreu um infarto ao ser acusada de furtar um chinelo, em um supermercado no Jardim Botânico, no Distrito Federal, recebeu alta do hospital, na noite desta sexta-feira (11). A informação foi confirmada ao G1 pelo neto de Milta de Jesus Oliveira, de 75 anos.
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De acordo com parentes, Milta passou mal no dia 28 de novembro. Ela teve que ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e depois foi transferida para um hospital particular.
A família da idosa registou ocorrência, por calúnia, na 30ª Delegacia de Polícia de São Sebastião, contra a rede atacadista Super Adega. No entanto, a Polícia Civil concluiu que não houve crime. Em nota, o supermercado disse que iniciou uma “rigorosa apuração dos fatos” e pediu desculpas pelo ocorrido (veja integra no final da reportagem).
Acusação
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De acordo com a ocorrência policial, a aposentada estava acompanhada de duas filhas e um neto no supermercado. “Após passar todas as compras, cujo valor foi mais de R$ 600,00, [a funcionária do caixa] teria lhe perguntado se ela iria pagar as sandálias que ela furtou também”, diz o documento.
“Milta começou a ficar nervosa, e explicou o chinelo que estava usando foi um presente de sua filha. A idosa chegou a afirmar que as sandálias que ela calçava não eram novas, como alegava a funcionária do caixa”, aponta o boletim.
Segundo a ocorrência, “a funcionária do caixa teria, então, chamado um segurança, que fez com que a aposentada provasse que a sandálias não eram produto de furto”.
Internação no hospital
Milta de Jesus Oliveira sofreu infarto após ser acusada de furtar chinelo em supermercado no DF
Arquivo pessoal
Segundo o relato da família de Milta, após a discussão, um fiscal se desculpou. Ele afirmou que a idosa era muito parecida com uma suspeita de furtar sandálias no local.
As filhas e o neto da aposentada procuraram a delegacia. Foi quando a idosa começou a passar mal e precisou ser levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de São Sebastião.
Após um dia internada na UPA, a mulher necessitou de um leito de UTI e foi encaminhada ao Hospital Universitário de Brasília (HUB). Em seguida, o supermercado custeou a transferência para uma unidade de saúde particular, onde ela terminou o tratamento.
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Investigação
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Para a Polícia Civil, os funcionários do estabelecimento não tiveram intenção de “injuriar a honra da idosa”. Por isso, segundo a corporação, não é possível configurar crime contra a honra.
Os policiais constataram que, de fato, uma operadora de caixa disse que viu Milta furtando um par de chinelos. O delegado à frente do caso, Ulysses Fernandes, afirmou que, em seguida, a equipe de prevenção de perdas foi acionada pela funcionária.
O investigador disse ainda que, antes de abordar a cliente, o fiscal deveria ter checado as imagens de segurança. Entretanto, houve falha na comunicação e esse funcionário pediu para que a operadora de caixa questionasse a idosa.
Apenas após a abordagem, os seguranças perceberam que Milta não tinha cometido o crime, por meio de análise das câmeras de segurança. Porém, apesar do episódio, as investigações constataram que, em nenhum momento, a idosa foi abordada ou revistada.
O que diz o supermercado
Nota supermercado sobre idosa que sofreu infarto após ser acusada de furtar chinelo em supermercado no DF
Reprodução
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